CGD contrata Vieira de Almeida para analisar ações contra ex-gestores

  • ECO
  • 25 Janeiro 2019

A sociedade de advogados Vieira de Almeida vai analisar eventuais ações de responsabilidade social contra os ex-administradores. O relatório deverá ser entregue até ao verão.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) contratou a sociedade de advogados Vieira de Almeida, no último trimestre do ano passado, para analisar possíveis ações de responsabilidade civil contra ex-gestores do período entre 2000 e 2005. A avaliação relativa à responsabilidade jurídica já arrancou, e o relatório deverá ser entregue até ao verão, avança o Jornal Económico [acesso condicionado].

Os principais problemas apontados pela EY numa versão preliminar da auditoria à CGD, datada de dezembro de 2017, são a concessão de créditos mal fundamentada, a atribuição de bónus aos gestores com resultados negativos, a interferência do Estado e ineficiências na gestão de risco.

Dos gestores referidos na auditoria, que ocupavam cargos de topo durante o período analisado, em que foram tomadas decisões de crédito que originaram perdas de 1,2 mil milhões, há pelo menos 17 que continuam ligados à banca, de acordo com um levantamento da Lusa. Alguns mantém-se na CGD, como é o caso de José Lourenço Soares e Maria João Carioca.

Entre os executivos que transitaram para outros bancos encontra-se Vítor Manuel Lopes Fernandes, que é agora vogal do Novo Banco, António Tomás Correia, que recentemente venceu as eleições para continuar à frente da Associação Mutualista Montepio, e Carlos Costa, atualmente governador do Banco de Portugal.

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