Jerónimo Martins e EDP põem bolsa em máximos de quase quatro meses

Desde o passado dia 9 de outubro que o principal índice português não atingiu um valor tão elevado. Lisboa acompanhou a tendência vivida na generalidade das restantes praças europeias.

Nas últimas sessões, a cor da bolsa portuguesa tem sido o verde e esta sexta-feira não foi exceção. A negociação terminou com quase todas as empresas em terreno positivo, sendo que apenas três das 18 cotadas encerraram a vermelho. Desde o passado dia 9 de outubro que o principal índice português não atingia um valor tão elevado.

O português PSI-20 encerrou a sessão a subir 0,99% para os 5.152,04 pontos. Foram, sobretudo, a Jerónimo Martins e a EDP que colocaram a bolsa lisboeta em máximos de quase quatro meses.

O setor do retalho impulsionou a valorização, principalmente a Jerónimo Martins, que subiu 1,52% para 12,72 euros. Também a Sonae registou uma subida, ainda que menos expressiva. Os títulos da empresa liderada por Paulo de Azevedo avançaram 0,26% para 0,951 euros.

A EDP, por outro lado, também contribuiu fortemente para os ganhos do PSI-20, ao subir 1,38% para 3,095 euros. Esta sexta-feira, António Mexia, o presidente da elétrica, desdramatizou a queda dos lucros nos nove primeiros meses do ano, dizendo ao canal CNBC que foram impactados por medidas “one off”.

As papeleiras também estiveram em alta. Tanto a Navigator, como a Altri e a Semapa terminaram a negociação em terreno positivo, registando ganhos, respetivamente, de 2,27%, 1,85% e 0,79%.

Já a Mota-Engil foi a empresa que mais brilhou nesta sessão. A construtora avançou 3,51% para 2,035 euros, prolongando os ganhos da sessão de quinta-feira, dia em que revelou ter já uma carteira de obras em Angola no valor de 800 milhões de euros.

A evitar ganhos maiores, apenas estiveram a Galp, a EDP Renováveis e a Pharol. A petrolífera recuou 0,14% para 13,95 euros, enquanto a EDP Renováveis desvalorizou 0,44% para 7,85 euros.

Na Europa, o sentimento foi idêntico, já que a generalidade das praças encerrou a negociação em alta. O Stoxx 600 subiu 0,61% para os 357,85 pontos. O alemão DAX subiu 1,36%, enquanto o francês CAC valorizou 1,11% e o espanhol IBEX avançou 0,38%.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Jerónimo Martins e EDP põem bolsa em máximos de quase quatro meses

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião