Guerra de tarifas penaliza resultados. Wall Street cai

Os principais índices bolsistas norte-americanos recuaram em torno de 1%, com o tombo de mais de 9% das ações da Caterpillar e superiores a 14% da Nvidia a arrastarem Wall Street.

Após três sessões seladas com o tom verde, uma onda vermelha inundou Wall Street. Os principais índice bolsistas dos EUA encerraram a primeira sessão da semana com perdas a rondar 1%, penalizados por resultados aquém do previsto. Foi o que aconteceu com a Caterpillar e a Nvidea que marcaram o sentimento negativo no mercado acionista norte-americano ensombrado pelos receios em torno dos efeitos da guerra comercial entre os EUA e a China.

O S&P 500 encerrou a desvalorizar 0,79%, para os 2.643,83 pontos, rumo que foi acompanhado pelo Dow Jones que sofreu uma descida de 0,85%, para os 24.527,55 pontos, e pelo Nasdaq que recuou 1,11%, para os 7.085,69 pontos.

As ações da Caterpillar, a maior fabricante de equipamentos pesados do mundo, caíram 9% depois do seu lucro trimestral terem ficado aquém das estimativas de Wall Street, afetadas pelo abrandamento da procura na China e pela subida dos custos de produção e transporte.

A Nvidia caiu 14% em bolsa depois de a fabricante de placas de vídeo ter cortado a sua estimativa de receitas para o quarto trimestre em 500 mil milhões de dólares em resultado da fraca procura pelas suas placas de vídeo para jogos na China e vendas abaixo do esperado dos seus data center.

“As pessoas estavam relativamente otimistas na semana passada relativamente aos resultados, perante números que foram bons, e hoje estão claramente a ir em sentido contrário. A China é uma parte tão relevante do quadro de resultados de muitas empresas“, disse Rick Meckler, sócio da sociedade de investimentos norte-americana Cherry Lane Investments, citado pela Reuters.

A penalizar o sentimento dos investidores estiveram ainda os dados da China que mostraram que os lucros das empresas do setor industrial encolheram em dezembro pelo segundo mês consecutivo. Os números da segunda maior economia do mundo não resistem à desaceleração dos preços e da fraca produção industrial que resultam da prolongada guerra comercial com os EUA.

Também o petróleo negociou em terreno negativo, com perdas em torno de 3% dos dois lados do Atlântico, penalizado pela deterioração das expectativas face ao crescimento económico mundial.

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