Matos Fernandes: “Ninguém proíbe os diesel. Isso poderão fazer as cidades”

Matos Fernandes repetiu que "quem comprar carro a diesel, daqui a quatro ou cinco anos vai ter, provavelmente, menos valor na troca". É um aviso, não quer dizer que as pessoas não podem comprar.

“Quem comprar carro a diesel, daqui a quatro ou cinco anos vai ter, provavelmente, menos valor na troca”. A frase, proferida por Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios, gerou críticas dos vários quadrantes da sociedade, das famílias até aos fabricantes. O ministro ouviu as críticas, mas repete-a. Diz que até agora ninguém o contrariou perante este aviso, salientando que não está a proibir ninguém de continuar a comprar diesel.

Até agora, “ninguém contrariou. Muitos discordaram, mas ninguém contrariou“, disse Matos Fernandes, em entrevista ao Negócios da Semana, da SIC Notícias. Apesar de todas as reações, desde a ACAP, o ACP, a ANECRA, passando também pelas fabricantes, entre elas a PSA, que tem fábrica em Mangualde, o ministro diz que não ouviu ninguém dizer o contrário do que afirmou.

À medida que o preço [dos carros elétricos] vai descendo, o dos restantes vai perdendo valor. É o normal em produtos de fim de vida“, disse Matos Fernandes. Perante a provocação de que estaria a recuar na afirmação que fez, o ministro rejeitou. “Mais moderado? Não estou a ser moderado. O que fiz foi um alerta”. E repetiu-o: “quem comprar carro a diesel, daqui a quatro ou cinco anos vai ter, provavelmente, menos valor na troca”.

"Daqui a quatro ou cinco anos um veículo elétrico custará menos que um veículo a combustão.”

Matos Fernandes

Ministro do Ambiente e da Transição Energética

“Daqui a quatro ou cinco anos um veículo elétrico custará menos que um veículo a combustão”, antecipou. “Atualmente, para as empresas, como recuperam o IVA, já fica quase igual” ao valor que teriam de pagar por um veículo a gasóleo, notou o ministro do Ambiente e da Transição Energética.

“Parece evidente que as encomendas [de automóveis elétricos] que estão feitas vão continuar, mas não podemos voltar as costas ao futuro. Não podemos ficar fora dessa transformação [a elétrica]“, disse o ministro, salientando que “ninguém está a proibir um automóvel a diesel. Isso poderão fazer as cidades. E há exemplos. Não me admira que muitas cidades proíbam”.

“Todos os que vendem automóveis vão continuar a fazê-lo. Belo dia a transformação será feita”, notou, salientando que “quem contribui para mudança são as fabricantes. Nada muda por causa das minhas palavras”.

“Vai haver mudança na mobilidade”, disse Matos Fernandes. “Temos de deixar de usar combustíveis de origem fóssil”, acrescentou, notando que “a expectativa é que em 2030 cerca de um terço da mobilidade seja elétrica”. É essencial é que Portugal seja neutro em emissões carbónicas em 2050. Temos de reduzir em 85% as emissões, e 98% na mobilidade”.

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