Centeno: “Ninguém descobriu o elixir do crescimento eterno”

  • Lusa
  • 31 Janeiro 2019

"Decisores políticos devem ser os principais promotores desta ideia de estabilidade no processo de crescimento", diz o ministro das Finanças. Essa a “maior preocupação enquanto responsável político”.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirma que ainda ninguém descobriu o elixir do crescimento eterno e referiu que o crescimento económico é uma maratona e não uma corrida de 100 metros.

“Hoje podemos dizer que Portugal cresce acima da média da União Europeia, algo que não acontecia há muitos anos, mas não nos devemos esquecer de uma coisa. Sou economista, e ninguém descobriu o elixir do crescimento eterno. Todo o processo de crescimento económico é, fazendo uma analogia com a atividade desportiva, uma maratona, não é uma corrida de 100 metros”, afirmou Mário Centeno na cerimónia de entrega do prémio Martha de la Cal de 2018, que decorreu no Palácio da Foz, em Lisboa.

Mário Centeno frisou também que “os decisores políticos devem ser os principais promotores desta ideia de estabilidade no processo de crescimento”, e partilhou que essa tem sido a sua “maior preocupação enquanto responsável político”.

Na sua intervenção na cerimónia de entrega do prémio, o governante referiu também a mudança percecionada na imagem que os portugueses emigrados têm atualmente de Portugal.

“Pude perceber a valorização que os portugueses lá fora fazem da evolução da nossa economia, da nossa sociedade”, disse. “A reação que recebi destes nossos irmãos portugueses lá fora foi o desejo de voltar porque Portugal hoje tem uma avaliação lá fora que é muito diferente daquela que existia há não há muito tempo atrás”, acrescentou.

O também presidente do Eurogrupo foi escolhido como personalidade do ano pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal. O prémio personalidade do ano/Martha de la Cal é atribuído desde 1990 por um júri de 60 jornalistas estrangeiros.

Os membros da AIEP consideraram que Centeno, enquanto presidente do Eurogrupo, ocupa “um cargo internacional de relevo, com uma forte projeção internacional, e que colocou o nome de Portugal em muitas reportagens na imprensa estrangeira”, o que se enquadra “perfeitamente nos critérios do prémio”, como explicou em comunicado o presidente da AIEP, Levi Fernandes.

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