Caixa multiplica lucros por dez. Atingem 496 milhões em 2018

O banco público registou lucros de 496 milhões de euros no ano passado, um crescimento de 854% face ao resultado obtido em 2017.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) multiplicou por dez os lucros alcançados em 2018. O banco público apurou um resultado líquido de 496 milhões de euros no ano passado, acima dos ganhos de 51,9 milhões de euros alcançados em 2017. É o segundo ano consecutivo que a instituição liderada por Paulo Macedo apresenta lucros, depois de seis anos no vermelho.

“A atividade consolidada da CGD foi positivamente impactada em 2018 pela implementação do Plano Estratégico, gerando um resultado líquido positivo de 495,8 milhões de euros, equivalente a uma rendibilidade de capitais próprios de 6,6%“, anunciou a CGD, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O lucro disparou 854% face ao ano anterior.

A beneficiar as contas estiveram tanto um aumento de 2% nos serviços e comissões (para 474 milhões de euros) como uma redução de 10,3% nos custos de estrutura (953 milhões de euros). A margem financeira da atividade da Caixa em Portugal cresceu 2,1% para 731,0 milhões de euros. No entanto, foi “fortemente afetada” por efeitos cambiais adversos em Angola e Macau, levando a que a margem financeira consolidada caísse 2,9% para 1.204,8 milhões de euros.

O produto bancário gerado pela CGD em 2018 atingiu os 1.785,8 milhões de euros, uma redução de 229,0 milhões de euros face a 2017, “influenciado pela redução significativa dos resultados de operações financeiras, dada a elevada expressão dos mesmos registada no ano anterior”.

CGD continua desalavangem e fecha recapitalização

“No âmbito da execução do seu plano de desalavancagem de ativos non-performing, o grupo CGD alienou em 2018 um conjunto de imóveis recebidos em dação de crédito e propriedades de investimento. Adicionalmente, foram negociadas e concretizadas todas as vendas de créditos não performing previstas para 2018, sem registo de qualquer menos-valia face ao valor líquido registado em balanço”, sublinha o banco público.

O rácio de crédito malparado do grupo atingiu os 8,5% e a cobertura por imparidades e por colateral alcançaram os 63,5% e 52,4% respetivamente. A cobertura total era de 115,8%, no final do ano passado.

A carteira de crédito a clientes totalizou 54.926 milhões de euros em termos brutos e 51.589 milhões de euros em termos líquidos, o que correspondeu a uma redução de 8,2% e 6,6%, respetivamente, face ao final de 2017. A nova produção não foi suficiente para contrariar a redução da carteira, que foi “fortemente influenciada pelas vendas de NPL, bem como pelos significativos reembolsos de crédito por parte de entidades públicas (cerca de 1.000 milhões de euros)”.

Após a emissão em junho de 2018 de 500 milhões de euros de valores mobiliários representativos de fundos próprios de nível 2 (Tier 2), a CGD encerrou a última fase do seu Plano de Recapitalização num total global de 4.944 milhões de euros. Os rácios CET 1 phased-in e fully implemented fixaram-se ambos em 14,7%. Os rácios fully implemented Tier 1 e Total situaram-se em 15,7% e 17,0%, evidenciando a robusta posição de capital da CGD, mesmo com a implementação no primeiro trimestre de 2018 sem phasing-in da norma IFRS 9″, acrescentou a CGD.

(Notícia atualizada às 17h30)

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