Este é o relatório que a CGD entregou no Parlamento. Grandes devedores foram apagados

  • ECO
  • 1 Fevereiro 2019

Paulo Macedo entregou esta tarde a auditoria feira pela EY aos anos de 2000 a 2015. O documento de 263 páginas omite detalhes sobre todos os grandes devedores. Leia aqui o relatório na íntegra.

A versão final da auditoria à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) entre 2000 e 2015 foi entregue no Parlamento por Paulo Macedo, presidente do banco estatal. Horas depois, a Assembleia da República disponibilizou este documento de 263 páginas.

O documento foi divulgado na página no Parlamento, mas às 18h41 desta sexta-feira, 1 de fevereiro, já não estava acessível. Mas pode ser consultado aqui (PDF), sendo que neste, ao contrário da versão preliminar apresentada por Joana Amaral Dias, comentadora da CMTV, é omitida toda a informação sobre os grandes devedores analisados pela EY.

Paulo Macedo tinha alertado para isso mesmo aquando da entrega da auditoria. No entanto, garantiu que vai submeter o relatório completo ao Parlamento assim que o Presidente da República promulgar a lei dos grandes devedores em incumprimento com os bancos que foram ajudados pelo Estado.

“Se a lei for nesse sentido, a Caixa vai cumprir exatamente o que a lei disser”, assegurou Paulo Macedo. O Presidente da República já disse que vai promulgar a lei que permite ao Parlamento ter acesso à lista dos grandes devedores da banca.

Na versão preliminar, a CGD reconheceu perdas de quase 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, concedidos entre 2000 e 2015, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito.

Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

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