Perante o abrandamento, Governo reforça almofada financeira

  • ECO
  • 4 Fevereiro 2019

O Governo pretendia entrar no novo ano com 7,9 mil milhões de euros em depósitos, mas o valor é bem mais elevado. Travão da economia justifica a cautela.

Portugal tem uma almofada de liquidez maior do que o previsto. O Governo decidiu reforçar o nível de depósitos à entrada do novo ano, temendo os efeitos negativos do abrandamento da economia. Em vez de 7,9 mil milhões de euros, numa comunicação feita aos investidores, a agência presidida por Cristina Casalinho revela que terminou o ano passado com um pé-de-meia de 9,3 mil milhões de euros.

Houve um aumento de 18% no valor da almofada, isto mesmo depois de o IGCP ter saldado tudo o que faltava pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o Diário de Notícias (acesso condicionado), o objetivo do Executivo era o de usar 1,9 mil milhões de euros, mas afinal só foi necessário consumir 500 milhões da tal almofada.

Esta maior almofada financeira deverá manter praticamente a mesma dimensão no final do ano. Citando uma apresentação feita aos investidores, o DN conta que o novo objetivo é chegar ao fim do novo ano orçamental com 9,2 mil milhões de euros em depósitos do Estado.

A estratégia de manter uma almofada elevada vem do tempo da troika, com o Governo a sinalizar aos investidores que tinha autonomia financeira. Mantém-se agora, apesar de o país contar com rating de qualidade junto das agências de notação financeira, sendo uma garantia para o país no caso de um abrandamento mais acentuado da economia, ou mesmo de choques inesperados. Permite ao país ficar descansando perante novas operações de financiamento nos mercados financeiros.

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