BPI multiplica por seis o custo das transferências feitas com o MB Way

Realizar uma transferência através do MB Way vai passar a custar 1,248 euros a partir do início de maio. Atualmente, cada operação desta natureza custa 20 cêntimos no BPI.

É cliente do BPI e usa o MB Way? Então prepare-se, porque o banco liderado por Pablo Forero vai aumentar a comissão associada a estas transferências. Cada operação vai passar a custar seis vezes o custo atual, com o banco a passar a ser um dos mais caros. Fora deste agravamento ficam apenas os clientes com contas pacote, uma vez que estas operações estão incluídas na mensalidade.

A partir de 1 de maio, os clientes vão passar a pagar 1,248 euros por cada transferência MB Way, revelam as alterações ao preçário divulgadas no site do BPI. O valor que passará a ser cobrado multiplica por seis os 20,8 cêntimos que os clientes do banco atualmente pagam para realizar este tipo de operações.

A alteração do preço das transferências MB Way irá afetar todos os clientes do BPI que não tenham aderido à “Conta Valor”. Esta conta “pacote” passou a ser disponibilizada após a compra do BPI pelos espanhóis do CaixaBank e o banco procurou encaminhar os respetivos clientes a aderirem a ela, em linha com a prática do setor. Através de um custo fixo mensal, com a “Conta Valor” estes têm acesso a um conjunto de serviços como a manutenção de conta, cartão de débito e transferências, incluindo as online e as realizadas através do MB Way.

Para os restantes clientes do BPI que utilizem este tipo de transferências resta ou aderir à “Conta Valor” ou fazer face a este aumento de encargos a partir de maio.

 

Com este aumento que entra em vigor no início de maio, o banco liderado por Pablo Forero passa a ser um dos que mais cobra pela realização das transferências MB Way.

Entre os cinco maiores bancos nacionais, atualmente, o Santander é o único que não cobra qualquer valor para levar a cabo este tipo de transferências. Segue-se-lhe o Novo Banco com um preço unitário 15,6 cêntimos. Surge a seguir a Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma cobrança de 20,8 cêntimos por cada transferência MB Way. Já o BCP é o que mais cobra: 1,352 euros por cada transferência.

O futuro quadro das transferências MB Way nos maiores bancos

Fonte: Preçários dos bancos

Esse aumento surge num período de franca expansão dos meios de pagamento digitais e da utilização do MB Way em concreto. No final do ano passado, a SIBS revelou que o MB Way ultrapassou a fasquia do milhão de utilizadores.

MB Way mais perto das transferências imediatas

Com esta subida de encargos, o BPI aproxima ainda o preço das transferências MB Way ao que aplica às transferências imediatas. Este tipo de transferências surgiram em setembro do ano passado, tornando possível a transferência de dinheiro de uma conta bancária de uma forma quase instantânea, uma mais-valia face às transferências interbancárias tradicionais que demoram, no mínimo, um dia para que o dinheiro chegue à conta do destinatário.

Ou seja, um tipo de transferências muito semelhantes ao que o MB Way permite, apesar da existência de alguns pormenores que as distinguem.

O custo de fazer uma transferência imediata através do BPI através da app ou do banco online é de 2,08 euros, ou seja 83,2 cêntimos acima do valor que as transferências MB Way vão passar a custar a daqui a três meses.

No entanto, vai passar a ser possível fazer estas transferências imediatas por telefone, com recurso a um operador. Mas o custo será bem mais elevado do que através da internet: 10,00 euros, mais imposto de selo, ou seja, 10,40 euros, revelam as alterações ao preçário do banco liderado por Pablo Forero.

Transferências mais caras, desde que não sejam online

Fazer transferências bancárias online (sejam internas ou para outros bancos) continuarão a custar 1,04 euros, como até agora — numa altura em que a CGD aumenta a mesma comissão em 60%. E o mesmo valor será cobrado nas operações realizadas por telefone, desde que sem recurso a um operador do banco. Caso a operação seja feita com um operador, o valor vai mais do que duplicar: passa de 2,704 para 5,72 euros. Aumenta 112% a partir de 1 de maio.

Quem quiser fazer a mesma transferência bancária mas recorra ao balcão também vai passar a pagar mais. Aquela que já é a forma mais cara de realizar uma operação deste género (tem um custo de 4,68 euros), vai passar a ter de gastar 6,24 euros. É um aumento de 33%.

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