Portugal reconhece Guaidó como presidente interino da Venezuela

  • Lusa
  • 4 Fevereiro 2019

Depois de Nicolás Maduro ter falhado o prazo dado para que convocasse eleições, vários países já reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela. Entre eles está Portugal.

Juan Guaidó está a ser reconhecido como Presidente interino da Venezuela, depois de Nicolás Maduro ter falhado a convocação de eleições democráticas no país.EPA/CRISTIAN HERNANDEZ

Portugal já reconheceu Juan Guaidó foi reconhecido presidente interino da Venezuela, depois de Espanha, Reino Unido, Suécia, França e Alemanha. O movimento surge depois de o líder contestado, Nicolás Maduro, não ter cumprido o prazo dado pela comunidade de países europeus para que convocasse eleições democráticas na Venezuela. Países como França e Alemanha também deverão fazer anúncios semelhantes esta segunda-feira.

O Governo português reconhece Juan Guaidó “como presidente encarregado de convocar eleições livres e justas na Venezuela”. “O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, dá uma conferência de imprensa, esta segunda-feira, ao meio-dia, para explicar a posição portuguesa de reconhecimento de Juan Guaidó como presidente encarregado de convocar eleições livres e justas na Venezuela”, escreve o Ministério em comunicado.

Portugal segue-se a Espanha. Num discurso proferido a partir de Madrid durante a manhã de segunda-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou também que Espanha reconhece o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

O Reino Unido reconheceu o presidente do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt. “Nicolas Maduro não organizou eleições presidenciais no prazo de oito dias que nós fixámos. Por isso, o Reino Unido e os seus aliados reconhecem a partir de agora Juan Guaidó como presidente constitucional interino até que possam ser organizadas eleições credíveis”, escreveu o chefe da diplomacia britânica numa mensagem no Twitter.

Também o governo sueco reconheceu o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, e pediu ainda uma solução política e pacífica para a crise no país. “Nesta situação, apoiamos e consideramos Guaidó como o presidente interino legítimo”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallström, à televisão pública SVT. A ministra assegurou que a Suécia “nunca” reconheceu as eleições presidenciais do ano passado, parcialmente boicotada pela oposição e na qual o presidente Nicolás Maduro venceu, considerando Guaidó como “o único representante legítimo do povo venezuelano”.

França também já reconheceu o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, como presidente encarregado de organizar um processo eleitoral, anunciou o Presidente francês, Emmanuel Macron, numa mensagem no Twitter. “Os venezuelanos têm o direito de se exprimir livremente e democraticamente. A França reconhece Juan Guaidó como ‘presidente encarregado’ para implementar um processo eleitoral”, escreve o chefe de Estado francês. Macron acrescenta que o Governo francês apoia o grupo de contacto internacional constituído pela União Europeia para ajudar na organização de novas presidenciais na Venezuela.

A chanceler alemã Angela Merkel reconheceu igualmente a Presidência interina de Guaidó, pedindo-lhe que organize “rapidamente” novas eleições. Guaidó “é o Presidente interino legítimo do ponto de vista alemão e também para muitos países europeus”, indicou Angela Merkel, numa reunião, em Tóquio, com o seu homólogo japonês. “[Juan] Guaidó é agora a pessoa com quem estamos a falar e esperamos que inicie um processo eleitoral o mais rápido possível”, realçou a chanceler. “Esperamos que este processo seja feito de forma rápida e pacífica”, acrescentou Merkel. Em Berlim, a porta-voz do Governo alemão, Martina Fietz, referiu que a Alemanha espera que Juan Guaidó prepare um “período de transição” que conduza a eleições “credíveis”.

Outro país nórdico, a Dinamarca, já havia reconhecido no domingo o presidente da Assembleia Nacional numa mensagem do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, o ultraliberal Anders Samuelsen, publicada na rede social Twitter. “Acabei de falar com Guaidó e expressei o total apoio da Dinamarca à luta pela democracia do povo venezuelano, uma boa conversa com um homem incrível e corajoso. Última chance para o corrupto regime de Maduro escolher o caminho da democracia”, escreveu Samuelsen.

Guaidó proclamou-se presidente a 23 de janeiro, depois de considerar que Maduro usurpou o poder. Após a proclamação, Guaidó foi prontamente reconhecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h56)

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