BPI corta spread da casa para 1,25%. Passa a cobrar menos que a CGD

Pouco mais de um ano após a última mexida, o BPI voltou a baixar o spread mínimo do crédito da casa. Passa a cobrar o mesmo que o BCP, Novo Banco e Santander Totta aos clientes de menor risco.

Mais um episódio da “guerra dos spreads“. Desta vez, cabe ao BPI o papel de protagonista. O banco liderado por Pablo Forero cortou o spread mínimo do crédito da casa para 1,25%. Com essa mexida, o BPI passa a disponibilizar uma margem mínima mais baixa do que a Caixa Geral de Depósitos (CGD), e iguala o spread mínimo dos concorrentes BCP, Novo Banco e Santander Totta.

No novo preçário a vigorar a partir deste mês de fevereiro, o BPI colocou o seu spread mínimo nos 1,25%, abaixo dos 1,5% que se aplicavam desde novembro de 2017. O banco liderado por Pablo Forero faz assim uma nova “investida” à concorrência mais direta, passando a ter uma das ofertas mais competitivas no mercado no crédito à habitação de taxa variável.

Spreads da casa cada vez mais baixos

Ao descer o spread mínimo de 1,5% para 1,25%, o BPI ultrapassa o valor que é disponibilizado pela CGD aos clientes de menor risco: 1,3%. A nova margem mínima passa a ser igual àquela que está em vigor no BCP, Novo Banco e Santander Totta.

Apenas dois bancos disponibilizam-se a cobrar menos para financiar a compra de casa. Mais em concreto, o Banco CTT e o Bankinter. Estes foram, aliás, os bancos que mais recentemente procederam a revisões em baixa nas suas tabelas de preçários. Em outubro, o Banco CTT colocou o seu spread mínimo em 1,1%, aproximando-se assim dos 1% que o Bankinter passou a disponibilizar no início de setembro e que se mantém até agora como a oferta mais competitiva do mercado.

Do lado oposto, o Montepio continua a ser a instituição financeira com a margem mínima mais elevada do mercado. O banco agora liderado por Carlos Tavares mantém o seu spread mínimo nos 1,5% desde o início de julho. Este valor está um pouco acima das margens mínimas de 1,4% e 1,49% que são disponibilizadas pelo Crédito Agrícola e pelo EuroBic.

O BPI é assim o primeiro banco a rever em baixa a sua tabela de spreads em 2019, dando assim o pontapé de saída para eventuais contra-ataques dos concorrentes. Isto numa altura em que, apesar dos alertas e da medida macroprudencial do Banco de Portugal que entrou em vigor no início de julho com o objetivo de colocar um travão no crédito e prevenir situações de sobreendividamento, a concessão de empréstimos para a compra casa continuam a crescer.

Os últimos dados disponíveis, mostram que nos 11 primeiros meses do ano passado, os bancos deram mais dinheiro para a compra de casa do que em todo o ano anterior. Até novembro, a nova concessão de financiamento para a compra de casa totalizou 8,9 mil milhões de euros, acima dos 8,25 mil milhões concedidos em todo o ano de 2017.

A banca nacional mantém assim a luta “taco a taco” no sentido de impulsionar os seus níveis de disponibilização de crédito que, a par das comissões, é um dos principais motores da rentabilidade do seu negócio.

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