Desemprego encolhe. Taxa caiu para 7% em 2018

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que a taxa de desemprego caiu para 7% em 2018, abaixo dos 8,9% registados um ano antes.

O desemprego encolheu no ano passado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela, esta quarta-feira, que a taxa de desemprego caiu para 7% em 2018, abaixo dos 8,9% que tinham sido registados um ano antes. Este valor, que é o mais baixo desde 2004, fica também em linha (ainda que ligeiramente acima) com as previsões do Governo, que estimava que a taxa de desemprego se fixasse nos 6,9% em 2018.

Ao todo, revela o INE, contabilizaram-se 365,9 mil pessoas desempregadas no conjunto do ano passado, o que representa uma diminuição quase 21% face aos números de 2017. A população empregada, por seu lado, aumentou em mais de 2%, ultrapassando os 4,86 milhões de pessoas.

Também entre os jovens e os desempregados de longa duração a evolução é positiva. A taxa de desemprego jovem situou-se nos 20,3% no ano passado, menos 3,6 pontos percentuais do que em 2017, enquanto a proporção de desempregados de longa duração foi de 51%, o que representa uma diminuição de 6,4 pontos percentuais.

Feitas as contas, a taxa de desemprego manteve-se em 6,7% no quarto trimestre de 2018, o mesmo valor que já tinha sido registado no segundo e no terceiro trimestre, e acabou por se fixar em 7% no conjunto do ano de 2018. Este é o valor mais baixo desde 2004, ano em que a taxa de desemprego foi de 6,6%.

Desemprego em mínimos de 2004

Fonte: INE

Já a taxa de emprego da população ativa a partir dos 15 anos aumentou para 55%, dos 53,7% registados em 2017. A taxa de subutilização do trabalho (que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego) diminuiu de 16,5% para 13,7%.

Também os chamados “nem nem” estão a diminuir. Estes são os jovens entre os 15 e os 34 anos que não estão empregados nem estão em educação ou formação. Em 2018, eram 218,2 mil jovens nesta situação, menos 33 mil do que um ano antes, o que representa uma taxa de 9,9%, abaixo dos 11,2% registados em 2017.

Apesar da evolução positiva, indica ainda o INE, Portugal mantém-se aquém de dois dos objetivos Europa 2020, que definem metas de uma taxa de emprego de 75% para a população ativa dos 20 aos 64 anos; uma taxa de abandono precoce de educação de 10% e uma taxa de escolaridade do ensino superior de 33,5%. No ano passado, Portugal obteve, nestes três indicadores, taxas de 75,4% no emprego, 11,8% no abandono e 33,5% na escolaridade.

Centro tem a taxa mais baixa, Madeira a mais alta

A descida da taxa de desemprego foi generalizada por todo o país, mas com quedas mais acentuadas em algumas regiões. O Norte foi a que registou a diminuição mais acentuada, com a taxa a fixar-se em 7,3% nesta região no ano passado, valor que, ainda assim, fica acima da média nacional. Também a Área Metropolitana de Lisboa registou uma taxa acima da média nacional, de 7,4%.

Já a região Centro foi a que registou a taxa mais baixa, de 5,6% em 2018, valor que representa uma diminuição de 1,3 pontos percentuais face ao ano anterior.

As regiões autónomas, por seu lado, têm as taxas de desemprego mais elevadas do país, ainda que tenham conseguido diminuí-las. Os Açores registaram uma taxa de 8,6% no ano passado, enquanto a Madeira tem uma taxa de 8,8%.

Contratos sem termo aumentam

Tanto o número de contratos sem termo como o de contratos com termo registaram aumentos, mas a melhoria é mais expressiva no primeiro caso.

No ano passado, estavam empregadas 3,16 milhões de pessoas com contratos sem termos, mais 2,8% do que em 2017. Este valor representa já 65% do total da população empregada no ano passado. Esta proporção era de 64,8% em 2017 e de 63,9% em 2016.

Em contrapartida, a população empregada com contratos a prazo aumentou em 2,2%, para um total de 745 mil, o que representa 15,3% da população empregada, a mesma proporção que se verificava tanto em 2017 como em 2016.

Notícia atualizada pela última vez às 12h00 com mais informação.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Desemprego encolhe. Taxa caiu para 7% em 2018

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião