Portugal vai crescer mais que a Zona Euro este ano e em 2020, diz Bruxelas

A Comissão reviu em baixa as previsões de crescimento para a Zona Euro, mas Portugal aguenta-se. Entre 2018 e 2020, a economia nacional cresce acima dos parceiros.

A Comissão Europeia cortou as previsões de crescimento para a Zona Euro e para Portugal, mas a economia nacional consegue aguentar-se na comparação. Nos três anos para os quais há previsões — entre 2018 e 2020 — o PIB português cresce mais do que o do conjunto dos países da moeda única, para onde seguem cerca de 75% das exportações nacionais.

No conjunto dos países do euro, o PIB deverá crescer 1,9% em 2018, 1,3% em 2019 e 1,6% em 2020, segundo as Previsões de Inverno publicadas esta quinta-feira pelo executivo comunitário. Em novembro do ano passado, Bruxelas apontava para um crescimento de 2,1%, 1,9% e 1,7%, respetivamente em cada um dos anos.

Ou seja, Bruxelas está mais pessimista para todos os anos. No entanto, este corte nas previsões que afetou Portugal, não prejudicou Portugal quando se compara diretamente com o bloco do euro.

Em Portugal, o PIB deverá crescer 2,1% no ano passado (duas décimas mais do que a Zona Euro), 1,7% este ano (quatro décimas mais que a Zona Euro) e 1,7% (uma décima acima).

Isto significa que Portugal não escapa à tendência de revisão em baixa neste exercício de previsões, mas consegue manter um desempenho melhor do que os parceiros comerciais mais diretos e até inverter a ideia de que poderia crescer menos do que a Zona Euro este ano. Nas Previsões de Outono, Bruxelas via Portugal a crescer 1,8% e a Zona Euro 1,9%. Agora, trocam de posições.

Na documentação que acompanha as Previsões de Inverno, a Comissão explica que a atividade económica apresentou um crescimento mais moderado na segunda metade do ano passado devido ao abrandamento do comércio mundial, a incerteza afetou a confiança e a riqueza produzida em alguns estados membros foi atingida de forma negativa por fatores internos e temporários, “tais como a disrupção na produção de carros, tensões sociais e incerteza quanto à política orçamental”.

Entre as maiores economias da União Europeia houve revisões do crescimento para 2019, de “dimensão considerável”, na Alemanha, Itália e Países Baixos. Algumas economias continuam apoiadas numa procura interna robusta, também suportada por fundos comunitários.

A Comissão Europeia vê no horizonte um “nível mais elevado de incertezas” e, por isso, as previsões têm apresentam “riscos descendentes”. As tensões comerciais aliviaram “mas ainda são uma preocupação”, o abrandamento da economia chinesa poderá ser “mais acentuado” e os mercados financeiros globais e os mercados emergentes estão “vulneráveis” a mudanças bruscas.

(Notícia atualizada)

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