Guerra comercial volta a preocupar. Wall Street cai

A falta de progressos nas negociações entre EUA e China fez renascer os receios dos investidores e pesa no desempenho dos principais índices dos EUA. Empresas de chips entre as maiores perdas.

As ações norte-americanas entraram “com o pé esquerdo” na última sessão da semana. A falta de progressos nas negociações entre os EUA e a China sobre o comércio fez renascer os receios dos investidores relativamente ao rumo da economia mundial e pesa no desempenho dos principais índices bolsistas dos EUA.

O S&P 500 e o Dow Jones perdem 0,51%, para os 2.692,36 e 25.042,36 pontos, respetivamente. O mesmo sentido é seguido pelo tecnológico Nasdaq que desliza 0,77%, para os 7.232,3 pontos.

Está agendada para a próxima semana uma nova ronda negocial entre os EUA e a China, mas Donald Trump elevou o tom de alerta dos mercados depois de ter dito que não planeia encontrar-se com o Presidente chinês, Xi Jinpin, antes de 1 de março, a data estabelecida para o alcance de um acordo comercial.

Caso os dois países falhem na obtenção de um acordo, as tarifas adicionais norte-americanas sobre as importações chinesas entram em vigor.

“Os investidores estão a sentir mais um solavanco nas negociações comerciais e com o prazo de março a aproximar-se rapidamente, estão a tornar-se mais cautelosos”, afirmou Andre Bakhos, diretor da New Vines Capital, citado pela Reuters.

Entre os principais destaques negativos no arranque da sessão bolsista norte-americana, estão a Caterpillar e a Boeing, que veem as suas ações recuarem 0,99% e 1,34%, respetivamente.

Mas também os títulos das empresas de chips, cujas receitas estão muito dependentes da China. Neste setor, referência negativa para a Intel que vê os seus títulos recuarem 0,6%. Mais acentuadas são as perdas registadas pela Qorvo — 10% –, isto depois de a fornecedora da Apple ter revelado resultados trimestrais aquém das estimativas de Wall Street.

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