Incertezas com o Brexit atrasam decisões de britânicos que procuram casa de férias em Portugal

O Algarve é uma das regiões mais procuradas pelos britânicos que querem comprar uma casa de férias em Portugal. A dificuldade em perceber qual será o desempenho do valor da libra atrasa a decisão.

O sul de Portugal é uma escolha frequente dos britânicos que procuram uma segunda casa, para passar férias. Mas as incertezas à volta da saída do Reino Unido da União Europeia, e consequentemente da direção que segue a moeda britânica, fazem atrasar as decisões daqueles que ponderam comprar uma casa no país.

Se vão trocar grandes quantias de libras para euros para comprar propriedades, muitos compradores querem ter maiores confirmações da direção para onde vai a libra”, explica Jamie Robinson, diretor de vendas imobiliárias no resort da Quinta do Lago, no Algarve, um dos locais que tem vários clientes britânicos, em entrevista à Bloomberg (acesso condicionado/conteúdo em inglês).

Apesar de o interesse não ter desaparecido completamente, e os residentes do Reino Unido continuarem a ser dos que mais visitam o país, a procura tem diminuído bastante, algo que se sente também noutros complexos na área. Na agência imobiliária Fine & Country Algarve tem-se verificado o desaparecimento dos pedidos por um imóvel abaixo de 500 mil euros por parte de britânicos.

Desta forma, parece que aqueles que necessitam de um empréstimo para a compra deverão ser os mais afetados, aponta Laurence Seward, presidente da empresa de recrutamento TMX Group que está a construir propriedades no sul de Portugal, à publicação. “Se és alguém que tem fundos disponíveis e estás à procura de uma segunda habitação no Algarve, vais fazer o negócio independentemente do Brexit“, afiança.

“Temos visto uma divisão crescente entre os compradores britânicos muito ricos e aqueles que não estão assim tão confortáveis, que puseram os planos em espera”, corrobora Zoe Hawker, da Fine & Country Algarve. Aqueles em dúvida podem até não estar à procura de uma segunda habitação, mas sim de se mudar mesmo para o país, uma decisão a ser feita até ao prazo de 29 de março, que Theresa May diz que quer cumprir.

Os proprietários de resorts e complexos naquela que é a zona mais procurada pelos compradores britânicos esperam que quando o impasse do Brexit se resolver, as vendas e o negócio voltem à normalidade.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Incertezas com o Brexit atrasam decisões de britânicos que procuram casa de férias em Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião