Bolsas europeias aceleram, apesar de pressão vinda dos EUA. Ganhos da Galp põem PSI-20 à tona

A petrolífera apresentou resultados e liderou as valorizações na bolsa de Lisboa, permitindo ao índice fechar na linha de água. Nas bolsas globais, os EUA pressionam, mas a Europa resistiu.

A Bolsa de Lisboa fechou esta segunda-feira na linha de água, com a Galp a liderar os ganhos e a manter o índice em terreno positivo. O PSI-20 avançou 0,05% para 5.093,82 pontos. Entre as principais bolsas europeias, a sessão foi de ganhos, impulsionada principalmente pela banca, apesar do sentimento negativo vindo dos EUA.

As ações da petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva valorizaram 1,73% para 13,58 euros, em reação aos resultados apresentados esta segunda-feira de manhã. Os lucros da Galp subiram 23%, para 707 milhões de euros, em 2018, face ao ano anterior. As contas beneficiaram da subida da exploração e produção de petróleo e a empresa propõe um dividendo de 63 cêntimos por ação (15% superior ao do ano passado), o que significa a distribuição pelos acionistas de cerca de 74% dos lucros registados o ano passado.

Entre as cotadas que mais subiram estiveram ainda os CTT (0,78%) e o BCP (0,74%). No retalho, a sessão foi mista, com a Sonae a avançar 0,61% e a Jerónimo Martins a perder 0,92%. Já na energia, a EDP deslizou 0,19% e a EDP Renováveis perdeu 0,32%. Fora do PSI-20, o Benfica disparou 8,5% para 2,17 euros por ação, com os investidores a celebrarem a vitória do clube das Águias por 10-0 este domingo.

Lucros deram ganhos à Galp

Europa em alta, apesar dos focos de tensão

“As bolsas seguem uma tendência altista apesar de os focos de tensão permanecerem. Existe a possibilidade de novo shutdown nos EUA, apartir de dia 15 de fevereiro, se não houver consenso entre as partes políticas”, referiu Carla Maia, senior broker da XTB. “Relativamente à guerra comercial entre os EUA e a China, há rumores de que os dois gigantes não se vão encontrar até ao deadline de 1 de março. Há assim a hipótese de aumento dos impostos sobre as importações chinesas no valor de 200 mil milhões de dólares, passando de 10% para os 25% de impostos sobre bens importados”.

As bolsas norte-americanas iniciaram a sessão em alta, mas acabaram por inverter o sentimento pouco tempo depois e seguem, à hora de fecho das bolsas europeias, em queda. Apesar da pressão vinda do outro lado do Atlântico, a sessão foi de ganhos, com o índice pan-europeu Stoxx 600 a avançar 1%. Tanto o alemão DAX como o francês CAC 40 e o espanhol IBEX 35 ganharam 1,1%, enquanto o italiano FTSE MIB subiu 1,21% e o britânico FTSE 100 avançou 0,9%.

“Numa semana que se espera calma em termos de decisões económicas, os investidores voltam as suas atenções para as divulgações de resultados. O retalho vai dominar a semana, com a Coca-cola, a Pepsi, a Walmart e a Macy’s a apresentarem contas”, sublinhou. Em termos setoriais, também a banca esteve em destaque pela positiva, com o índice Euro Stoxx Banks a valorizar 1,51%.

Juro da dívida alemã em mínimos de dois anos e meio

O mercado de dívida também este esta segunda-feira em foco. Os receios de desaceleração económica na Europa e queda da inflação, associada à guerra comercial, levou a yield das Bunds alemãs a tocar, esta manhã, mínimos desde outubro de 2016, nos 0,10%. O juro da dívida benchmark do país acabou por fechar nos 0,12%.

Em sentido contrário, a generalidade dos países da Zona Euro viram os custos das dívidas soberanas a agravarem-se em mercado secundário. No caso de Portugal, a yield avançou 0,4 pontos para 1,655%. Itália beneficiou da divulgação de dados do banco central que indicam uma diminuição dos créditos em incumprimento (com a alienação de 17 mil milhões de euros em malparado, em dezembro) e o juro das obrigações a 10 anos caiu para 2,9%.

“As negociações comerciais e as preocupações com o shutdown estão realmente a penalizar os mercados. Não esperamos quaisquer movimentos maiores devido à incerteza global e generalizada”, disse Sebastian Fellechner, estrategista de juros do DZ Bank, à Reuters. No mercado cambial, o euro deprecia-se 0,41% contra a par norte-americana, para 1,1277 dólares.

(Notícia atualizada às 17h)

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