Galp e BCP puxam pela Bolsa. Lisboa segue ganhos da Europa

A bolsa nacional avança pelo segundo dia, acompanhando o sentimento positivo que se assiste nas pares europeias. Ganhos de 1% da Galp Energia e do BCP são o principal suporte do avanço do PSI-20.

A bolsa nacional avança pelo segundo dia, acompanhando o sentimento positivo que se assiste nas pares europeias. Ganhos de 1% da Galp Energia e do BCP são o principal suporte do avanço do índice bolsista lisboeta.

O PSI-20 está a valorizar 0,65%, para os 5.127,12 pontos, com a grande maioria dos 18 títulos que o compõem no verde.

A Galp Energia volta a destacar-se pela positiva, com as suas ações a somarem 0,96%, para os 13,715 euros, estendendo os ganhos de mais de 1,5% registados na sessão anterior.

O ímpeto de ganhos da petrolífera acontece depois de a Galp Energia ter divulgado nesta segunda-feira o balanço das suas contas relativas a 2018 onde apresentou um aumento de 23%, para os 707 milhões de euros, dos lucros. Mas também a intenção de propor um aumento de 15% no dividendo a distribuir aos acionistas, para 65 cêntimos por ação.

Nesta terça-feira, surgiram já algumas revisões de avaliação das ações da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva. Foi o caso do Barclays que cortou o preço-alvo do título, dos 17,5 para os 16,5 euros, segundo revela a Reuters. A mesma agência dá conta ainda de uma melhoria de recomendação por parte da Goldman Sachs, que passou de “vender” para “neutral”.

Nota positiva ainda para as ações do BCP que avançam 0,95%, para os 23,40 cêntimos. No mesmos sentido, destaque ainda para a EDP cuja valorização de 0,82% das suas ações, para os 3,184 euros, confere suporte adicional ao índice PSI-20.

Em terreno negativo, destaque para a sua participada EDP Renováveis, cujas ações deslizam 0,38%, para os 7,805 euros. O mesmo rumo é seguido pela Sonae, com as suas ações a perderem 0,11%, para os 90,85 cêntimos.

(Notícia atualizada às 8h19 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Galp e BCP puxam pela Bolsa. Lisboa segue ganhos da Europa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião