Navigator lidera perdas em Lisboa. Ações da papeleira caem 2%

A bolsa nacional inverteu de sentido, negociando em terreno negativo, condicionada pelas ações da Navigator que recuam mais de 2%, após o anúncio da saída de Diogo da Silveira dos comandos da empresa.

Após um arranque de sessão positivo, a bolsa nacional inverteu de rumo, condicionada pela Navigator. As ações da papeleira recuam mais de 2% no dia em que é conhecido que o CEO Diogo da Silveira, está de saída da empresa.

O PSI-20 recua 0,63%, para os 5.099,08 pontos, com a Navigator a comandar as perdas do índice que é condicionado ainda pelo recuo dos títulos do grupo EDP e do BCP. A bolsa nacional destoa assim face aos ganhos registados pelas pares europeias.

Esta quarta-feira, antes da abertura do mercado a Navigator surpreendeu o mercado com a notícia de que o seu presidente executivo, Diogo da Silveira, decidiu sair da liderança da empresa, situação que tem efeitos a partir de 9 de abril, data em que são eleitos os novos órgãos sociais.

Ações da Navigator em queda

Em nota enviada ao mercado, a empresa adianta que Diogo da Silveira “manifestou vontade de não ser eleito para o novo mandato“, isto depois de “concluir agora com êxito o mandato que lhe havia sido definido em 2014 no sentido do rejuvenescimento e diversificação da Navigator”. Interinamente, será João Castello Branco, atual chairman da Navigator, a ocupar o cargo até que seja escolhido um novo CEO.

O mercado denota não estar a receber com agrado a decisão de saída de Diogo da Silveira, com as ações da Navigator a recuarem 2,54%, para os 4,146 euros. Perdas que acontecem ainda no mesmo dia em que a Navigator revelou um aumento de 8% dos seus lucros, que ascenderam a 225 milhões de euros em 2018, com a subida dos preços do papel a compensarem as paragens de produção.

De salientar também pela negativa na praça lisboeta, as perdas sofridas pelos títulos do universo EDP. As ações da EDP recuam 0,63%, para os 3,17 euros, enquanto as da sua participada EDP Renováveis perdem 0,51%, para os 7,815 euros.

A condicionar o rumo do PSI-20 estão ainda as perdas de 0,64%, para os 23,25 cêntimos das ações do BCP.

A travar perdas mais acentuadas na praça lisboeta está a Galp Energia. As ações da petrolífera valorizam 0,91%, para os 13,925 euros, num dia em que as cotações do petróleo valorizam mais de 1% nos mercados internacionais.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Navigator lidera perdas em Lisboa. Ações da papeleira caem 2%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião