Paragens de produção travam Navigator. Lucros cresceram 8% em 2018

A papeleira fechou o ano passado com lucros de 225 milhões de euros, um aumento de 8% que foi apoiado na subida dos preços que ajudou a compensar paragens de produção.

A Navigator fechou o ano passado com lucros de 225 milhões de euros, um aumento de 8% face ao verificado no ano anterior. A papeleira suporta o aumento do resultado alcançado em 2018 com a “evolução muito favorável dos preços” que ajudou a compensar as perdas sofridas devido a paragens de produção que afetaram a sua atividade no ano passado, revela em comunicado enviado ao mercado.

O resultado líquido da Navigator ascendeu a 225,1 milhões de euros em 2018, o que representa um aumento de 8,4% quando comparado com os 207,8 milhões alcançados em 2017.

A papeleira suporta o crescimento dos resultados com “a evolução muito favorável dos preços“, situação que adianta “permitiu compensar a perda de volume disponível para venda devido às paragens de produção programadas e não programadas”.

Naquele que considera ter sido um ano “marcado por fortes desafios”, a Navigator atingiu um volume de negócios de 1.692 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 3,3% em relação a 2017. “Com vendas de 1.248 milhões de euros, o segmento de papel representou 74% do volume de negócios, a energia 10% (173 milhões de euros), a pasta também cerca de 10% (167 milhões), e o negócio de tissue 5% (91 milhões)”, diz a papeleira. A companhia salienta para esses resultados a “evolução favorável dos preços do papel UWF, pasta BEKP e tissue”, o que compensou a menor produção devido às paragens.

“As restrições à produção condicionaram fortemente a disponibilidade de pasta para venda ao longo do ano, em particular nos primeiros nove meses de 2018″, refere a empresa. Em causa estão paragens na fábrica da Figueira da Foz, na linha de pasta de Setúbal e ainda o impacto do furacão Leslie.

Essas restrições acabaram por conduzir a uma quebra do volume de vendas da Navigator que se situaram em 253 mil toneladas, 18,5% abaixo do volume registado em 2017. Esse efeito negativo acabou por ser compensado pelo aumento do preço de venda, com o valor médio do índice de preços de referência no período, FOEX BHKP Europa, a aumentar 21%.

Em função disso, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa ascendeu a 455,2 milhões de euros, que compara com 403,8 milhões registados em 2017, um incremento de 12,7%.

Já a dívida líquida da empresa baixou em dez milhões de euros, para 683 milhões, em resultado da “forte geração de cash flow“.

No mesmo comunicado, a Navigator dá ainda nota de já este ano ter avançado com uma emissão de dívida verde. “Já em 8 de fevereiro de 2019, a Navigator contratou com o BBVA a primeira linha de papel comercial verde em Portugal, num montante de 65 milhões de euros e com prazo de sete anos, em que as condições de financiamento estão vinculadas à classificação ESG (Environmental, Social & Governance)”, refere a Navigator.

(Notícia atualizada às 8h37 com mais informação)

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