IGCP volta ao mercado. Quer 1.250 milhões em dívida de curto prazo

A agência liderada por Cristina Casalinho agendou dois leilões de bilhetes do Tesouro com maturidade em 2019 e 2020. Pretende captar até 1.250 milhões de euros.

Depois do primeiro leilão de obrigações do Tesouro do ano, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública — IGCP vai realizar dois leilões de bilhetes do Tesouro (BT) na próxima semana. Pretende captar até 1.250 milhões com títulos a três e nove meses.

“O IGCP vai realizar no próximo dia 20 de fevereiro, pelas 10h30, dois leilões das linhas de bilhetes do Tesouro com maturidades em 17 de maio de 2019 e 17 de janeiro de 2020, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros”, anunciou a agência liderada por Cristina Casalinho, em comunicado.

Esta operação acontece após o IGCP ter realizado o primeiro leilão de obrigações do ano. Vendeu títulos a dez e 15 anos, sendo que no prazo mais curto a taxa foi a mais baixa de sempre, em torno dos 1,5%.

O leilão de dívida aconteceu depois de uma emissão sindicada logo a abrir o ano, que permitiu captar uma importante fatia do financiamento necessário para este ano. Depois da operação com recurso a um sindicato bancário foi realizada uma troca de títulos que permitiu ao Estado alongar a maturidade da dívida portuguesa.

Tanto a troca de dívida como as emissões de longo prazo fazem parte da estratégia de Cristina Casalinho de alongar os prazos de reembolso. Nos próximos dois anos, Portugal terá de enfrentar uma série de amortizações de títulos que atingem as maturidades, incluindo 21 mil milhões de euros este ano, antes de uma redução até aos nove mil milhões de euros em 2020.

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