Juros portugueses a 10 anos em mínimos históricos. Caem abaixo dos 1,5%

Os juros da dívida soberana nacional aliviam em todas as frentes, com a taxa a 10 anos a atingir nesta sessão os 1,495%. Trata-se da taxa mais baixa de sempre.

Os juros soberanos nacionais recuam em todas as frentes, acompanhando o alívio das referências europeias. A taxa de juro portuguesa a dez anos chegou a recuar até aos 1,495%, o valor mais baixo de sempre.

A yield soberana nacional negoceia nos 1,5% no mercado secundário, 1,6 pontos base aquém da última sessão. Mas na manhã desta terça-feira já quebrou em baixa pela primeira vez a fasquia dos 1,5% ao atingir os 1,495%, segundo a Reuters. O alívio das taxas de juro da dívida soberana nacional também chega às diferentes maturidades.

Os juros nacionais acompanham ainda a tendência de alívio que se assiste na dívida soberana alemã. A taxa de juro da dívida germânica a dez anos negoceia nos 0,103%, tendo já recuado até aos 0,092% nesta sessão.

Juros nacionais a 10 anos em mínimos de sempre

Fonte: Reuters

Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa não identifica uma razão específica para o alívio dos juros nacionais, preferindo dizer que estes estão a “ajustar” e “em linha com as dívidas soberanas europeias”.

“É um movimento que está a ser acompanhado pelos restantes países, sendo que não temos nenhuns motivos fortes que criem risco adicional e os juros acabam por cair”, disse o especialista em dívida ao ECO.

Esta é contudo a sexta sessão seguida em que os juros soberanos nacionais dão sinais de alívio, numa altura em que são várias as casas de investimento a recomendar aos investidores olharem para a dívida portuguesa, num contexto marcado pela instabilidade nos restantes mercados periféricos: Espanha e Itália.

O alívio dos juros nacionais é um sinal positivo depois de no ano passado o movimento de quebra das yields ter ajudado Portugal a conseguir-se financiar ao custo mais baixo de sempre. O rumo dos juros nesta sessão levam também a antecipar um desfecho positivo para o regresso ao mercado do IGCP para emitir dívida, nesta quarta-feira.

A agência responsável pela gestão da dívida pública portuguesa agendou, para esta quarta-feira, dois leilões de bilhetes do Tesouro com prazos a três e nove meses, pretendendo captar até 1.250 milhões de euros de financiamento.

(Notícia atualizada às 10h27 com mais informação)

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