BCP lucra 301,1 milhões. Vai dar 10% em dividendos

O banco liderado por Miguel Maya apresentou um crescimento de 61,5% nos resultados líquidos do ano passado.

O Banco Comercial Português (BCP) seguiu o exemplo dos restantes grandes bancos nacionais. Registou um forte aumento dos resultados líquidos, conseguindo elevar os lucros para mais de 300 milhões de euros. Vai dar 10% deste valor aos acionistas, regressando ao pagamento de dividendos após quase uma década.

O banco apresentou um “resultado líquido de 301,1 milhões de euros, evidenciando um forte crescimento de 61,5% face aos 186,4 milhões registados em 2017″. Em comunicado enviado à CMVM, a instituição liderada por Miguel Maya revela que o “resultado da atividade em Portugal triplica, com um contributo de 115,5 milhões de euros”. Na atividade internacional, “o resultado líquido aumentou 27,8%”.

Este aumento expressivo dos lucros permitiu ao banco um “reforço do rácio de capital para 14,5%, impulsionado pela emissão de AT1
realizada em janeiro de 2019 e confortavelmente acima dos requisitos definidos no âmbito do SREP”. Tem mais capital, daí que o BCP se prepara para voltar ao pagamento de dividendos.

“A comissão executiva propôs ao conselho de administração a aprovação de uma proposta de distribuição de dividendos correspondente a payout de 10%, a submeter à assembleia geral anual”, refere a instituição. A última vez que o BCP pagou dividendos foi em 2010, com base nas contas de 2009.

Comissões crescem quase 5%

A contribuir para o crescimento acentuado dos lucros esteve a quebra das imparidades e provisões, com as associadas ao crédito a encolherem em 25%. Os custos operacionais acabaram por aumentar, mas a margem financeira do banco cresceu.A margem financeira apresentou um crescimento de 2,3% face aos 1.391,3 milhões de euros apurados em 2017, ascendendo a 1.423,6 milhões de euros em 2018″, diz o BCP.

A contribuir para o aumento da margem estiveram as comissões. “Evidenciaram um aumento de 2,6% face ao montante contabilizado em 2017, fixando-se em 684,0 milhões de euros em 2018, tendo beneficiado do desempenho favorável da atividade em Portugal, cujas comissões líquidas aumentaram 4,3%. Esta evolução foi suportada pelas comissões bancárias em Portugal que, no seu conjunto, apresentaram um crescimento de 4,8%“, remata.

Mais crédito, mais poupanças

As comissões aumentaram num ano positivo tanto em termos de crédito como de captação de poupanças, levando o ativo total a ascender a 75.923 milhões de euros em 31 de dezembro de 2018, face a 71.939 milhões de euros registados no final do ano anterior”, refere o banco.

“O crédito a clientes (bruto) manteve-se em linha com os montantes registados em 31 de dezembro de 2017 (ligeiramente superior em 0,2%), fixando-se em 51.032 milhões de euros em 31 de dezembro de 2018. Na atividade em Portugal, o crédito a clientes (bruto) situou-se em 37.187 milhões de euros em 31 de dezembro de 2018, face a 37.996 milhões de euros contabilizados no final do ano anterior”.

Por outro lado, os “recursos totais de clientes aumentaram 5,2% comparativamente com os 70.344 milhões de euros registados em 31 de dezembro de 2017, ascendendo a 74.023 milhões de euros no final de dezembro de 2018″, diz o BCP, salientando que “esta evolução ficou a dever-se ao bom desempenho quer da atividade em Portugal, quer da atividade internacional, nomeadamente no que respeita à evolução dos recursos de balanço cujo crescimento foi determinado pelo desempenho favorável dos depósitos e outros recursos de clientes”.

(Notícia atualizada às 17h38 com mais informação)

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