Grande preocupação dos investidores é o risco político

Guerras comerciais, fim dos estímulos do BCE e baixo crescimento também preocupam. Inquérito da Schroders a investidores qualificados em Portugal mostra que o ativo preferido são as ações.

Os riscos políticos são a maior preocupação dos investidores qualificados em Portugal, mas a guerra comercial, a política monetária na Zona Euro e a desaceleração da economia também entram na lista. Quanto aos ativos em que têm maior esperança de retorno, o mercado acionista liderou as escolhas, segundo revelou um estudo da Schroders.

O inquérito realizado em janeiro pela gestora de ativos britânica indica que 32,7% dos 110 investidores veem os riscos políticos como maior fonte de preocupação na tomada de decisões. Seguem-se as guerras comerciais (20,9%), o fim do programa de compra de ativos do Banco Central Europeu (20,0%) e o ambiente de baixas taxas de crescimento (19,1%).

“Os resultados demonstram claramente o impacto que a política internacional está a ter nas decisões de investimento um pouco por todo o mundo”, afirmou Carla Bergareche, diretora-geral da Schroders Portugal e Espanha, no relatório. A gestora de ativos sublinha concordar que as disrupções políticas, associadas ao surgimento de movimentos populistas e nacionalistas, estão a condicionar os fluxos típicos da globalização com o ressurgimento de medidas protecionistas.

Por outro lado, verifica-se uma grande confiança dos investidores nos mercados de ações, como o demonstram as boas perspetivas apontadas aos mercados emergentes, norte-americano e europeu, nos quais residem oportunidades para diversificar carteiras e fazer face ao contexto de abrandamento do crescimento global e de aumento da volatilidade”, acrescentou Bergareche.

Questionados sobre que classe de ativos esperam que tenha melhor desempenho em 2019, a maior parte dos investidores apontou para as ações de mercados emergentes (39,2%), seguindo-se as ações norte-americanas (22,8%) e as ações europeias (17,7%). Em sentido contrário, ativos de crédito (1,3%), dinheiro (2,5%) e tanto fundos de obrigações unconstrained como alternativos líquidos (ambos com 3,8%) são os investimentos em que têm menor esperança.

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