EMEL admite vir a fiscalizar estacionamento de trotinetas

  • Lusa
  • 22 Fevereiro 2019

"Estaremos sempre à disponibilidade do município [de Lisboa] para sermos solução" para a fiscalização das trotinetas, diz o presidente da EMEL.

O presidente da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) admitiu que a empresa participe da solução sobre o eventual estacionamento indevido de trotinetes, já que tem competências de fiscalização de estacionamento.

“Enquanto empresa municipal de estacionamento, no que diz respeito ao estacionamento desses veículos, ou de outros, poderemos e estaremos sempre à disponibilidade do município para sermos solução”, disse o presidente da EMEL, Luís Natal Marques.

Natal Marques falava na comissão de Transportes, Mobilidade e Segurança da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), em resposta a uma pergunta do deputado municipal do PAN Miguel Santos.

Desde o início do mês que a Câmara de Lisboa exigiu às operadoras de trotinetes da capital que o Bairro Alto e a Colina de Alfama fossem consideradas “zonas vermelhas”, nas quais passou a ser impossível abandonar os veículos.

"Enquanto empresa municipal de estacionamento, no que diz respeito ao estacionamento desses veículos, ou de outros, poderemos e estaremos sempre à disponibilidade do município para sermos solução.”

Luís Natal Marques

Presidente da EMEL

O município admitiu, no futuro, obrigar os utilizadores de trotinetes a colocá-las num sítio designado, numa altura em que a rede daqueles veículos tenha uma densidade mais elevada que permita operacionalizar esta medida, segundo informou à Lusa fonte do gabinete de Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, no início do mês.

Na audição da administração da EMEL na comissão de Mobilidade da AML, o presidente da Junta de Freguesia do Beato, Silvino Correia, exigiu a instalação de estacões de bicicletas de uso partilhado Gira e também a construção de ciclovias, sublinhando que “o Beato foi, desde a primeira hora, um contribuinte para esta ideia”.

“Ficámos muito desagradados quando percebemos que se instalaram estações em todo o lado e o Beato ficou de fora”, afirmou perante a administração da EMEL, que estava convocada para falar sobre os novos estatutos, que alargam os seus poderes para contratar obras e gerir a rede de semáforos da cidade, mas acabou por ser questionada sobre outros assuntos.

O vogal do conselho de administração da EMEL Jorge de Oliveira respondeu que, apesar de a freguesia não estar contemplada nos 40 quilómetros de ciclovias previstos para 2019, “seguramente quando o ‘hub’ criativo do Beato abrir” terá uma estação Gira.

“A nossa intervenção mais global na freguesia do Beato não deixará de contemplar ciclovias e estações Gira. Seguramente que no ano que vem encontraremos forma de fazer as ciclovias que o Beato considerar necessário”, declarou.

A EMEL prevê construir 40 quilómetros de ciclovias em 2019, num investimento total de 3 milhões e 298 mil euros.

Em causa está a criação da rede ciclável Avenidas Novas – Arroios (100 mil euros), a rede ciclável Oriental (180 mil euros), o eixo ciclável entre Alvalade e a avenida Gago Coutinho (200 mil euros), o eixo ciclável entre a avenida dos Combatentes e a Lima Basto (350 mil euros), a rede ciclável do Parque das Nações (400 mil euros), a rede ciclável complementar Alvalade – Areeiro (850 mil euros), o eixo Manuel da Maia – Afonso Costa (1 milhão de euros) e projetos de rede ciclável avaliados em 218 mil euros.

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