Atlantic Gateway garante que vai manter hub da TAP em Lisboa

  • Lusa
  • 1 Março 2019

O consórcio da Atlantic Gateway, que detém 45% da TAP, afirma que a decisão do Tribunal de Justiça da UE não vai afetar a intenção de manter o hub da companhia aérea portuguesa em Lisboa.

O consórcio da Atlantic Gateway, que detém 45% da TAP, reafirmou que pretende manter o hub da empresa em Lisboa, referindo que a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia não vai afetar a decisão já tomada.

O Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) considerou na passada quarta-feira que as condições do Governo na privatização da TAP foram “compatíveis com o direito da União”, excetuando-se a obrigação “além do necessário” de um centro de operações nacional.

“As condições estabelecidas pelo Governo português no âmbito da reprivatização da TAP são compatíveis com o direito da União, com exceção da obrigação de manutenção e de desenvolvimento do centro de operações hub nacional”, indica o Tribunal de Justiça da UE em comunicado.

O Tribunal de Justiça da UE adianta, contudo, que “a exigência relativa à manutenção e ao desenvolvimento do centro de operações hub nacional existente vai além do que é necessário para alcançar o objetivo pretendido de conectividade dos países terceiros lusófonos em causa”.

Os líderes do consórcio, David Neeleman e Humberto Pedrosa, garantiram que esta decisão não vai alterar a sua posição, com a Atlantic Gateway a reafirmar que continua a ser fundamental para a estratégia da TAP ter o seu hub em Lisboa como plataforma preferencial entre as Américas e a Europa.

“Portugal está muito bem posicionado para ser um hub para receber pessoas na Europa. Está apenas a 3.300 milhas de Nova Iorque. Não há outra cidade grande no continente europeu que esteja mais perto do que está Lisboa”, afirma David Neeleman, citado num comunicado enviado à Lusa.

O responsável do consórcio acrescenta que a TAP é um “projeto fantástico”. “Estou muito satisfeito com a evolução da companhia e com o plano estratégico que estamos a implementar. Continuamos a preparar a TAP para se manter nesta rota de crescimento e é esse o nosso principal desafio para os próximos anos”, frisou.

No mesmo comunicado, Humberto Pedrosa assinala que este é um “projeto ambicioso”, garantindo que existe a máxima confiança no seu sucesso. “A TAP está numa rota de crescimento e tem tomado medidas para garantir a sua sustentabilidade a longo prazo. Contratou mais 2.200 pessoas, tem mais e novos aviões, 37 até ao final deste ano num total de 71 até 2025, e tem mais nove rotas novas desde a privatização”, salienta.

Atualmente, a TAP é detida em 50% pelo Estado, sendo o restante capital do consórcio Atlantic Gateway (45%) e dos trabalhadores (5%).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Atlantic Gateway garante que vai manter hub da TAP em Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião