Mota-Engil multiplica lucros por 12. Volta aos dividendos

A construtora encerrou 2018 com lucros de 24 milhões de euros. Vai voltar a pagar dividendos, sendo o mínimo a distribuir de 50% dos resultados líquidos obtidos.

A Mota-Engil aumentou exponencialmente os lucros. Multiplicou por 12 o valor obtido em 2017, chegando aos 24 milhões de euros, num ano em que as receitas dispararam para recorde. Perante estes resultados, a empresa revela que vai voltar a pagar dividendos aos seus acionistas.

Depois de ter apresentado resultados líquidos de apenas dois milhões em 2017, a construtora elevou os lucros para 24 milhões no ano passado. Parte deste valor será distribuído pelos investidores. Apesar de não apresentar um valor, a construtora revela que entregará entre 50% e 75% dos lucros.

O EBITDA continua a aumentar, tendo crescido 11%, para 409 milhões de euros, isto num ano em que as receitas cresceram 12% para um valor recorde. O volume de negócios da empresa liderada por Gonçalo Moura Martins ascendeu a 2.818 milhões de euros.

A América Latina gerou maior parte das receitas da empresa, crescendo acima das restantes geografias. Contudo, a Mota-Engil destaca, no comunicado enviado à CMVM, que “o segundo semestre do negócio em África revelou um forte crescimento, uma tendência que deverá continuar em 2019”.

A carteira de encomendas da Mota-Engil está em 5,5 mil milhões de euros, devendo manter-se “acima do patamar dos 5 mil milhões este ano”, refere a empresa.

Com o investimento a ascender a 287 milhões de euros, a dívida líquida da Mota-Engil aumentou. Terminou o ano em 953 milhões de euros, representando 2,3 vezes o EBITDA gerado. O custo médio da dívida encolheu de 5,6% para 5%.

(Notícia atualizada às 8h06 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil multiplica lucros por 12. Volta aos dividendos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião