Processo contra a Oi dá prejuízos à Pharol

A empresa liderada por Luís Palha da Silva encerrou o ano passado com prejuízos de mais de cinco milhões. Os custos operacionais ditaram o resultado negativo.

A Pharol voltou a apresentar prejuízos, mas muito inferiores aos registados no ano anterior. A empresa liderada por Luís Palha da Silva apresentou um resultado negativo de 5,6 milhões de euros, explicado pelos custos jurídicos associados ao processo de recuperação judicial da Oi.

“O resultado líquido da Pharol em 2018 foi negativo em 5,6 milhões de euros”, refere, em comunicado enviado à CMVM. Este valor compara com os mais de 800 milhões de euros de prejuízos registados um ano antes fruto do reconhecimento da desvalorização da Oi.

A empresa salienta que os prejuízos são justificados “na quase-totalidade pelos custos operacionais recorrentes”. Este aumentaram “11% em comparação com o ano anterior, explicando-se esta evolução, essencialmente, pelo incremento dos custos jurídicos, na fase mais crítica do processo de recuperação judicial da Oi, designadamente com advogados em Portugal e, no Brasil, também com arbitragem”.

"Os esforços valeram a pena e, já em 2019, foi possível atingir um acordo com a Oi que acabou por minimizar os prejuízos sofridos durante o processo de recuperação judicial.”

Luís Palha da Silva

Presidente executivo da Pharol

“2018 ficou marcado pelo avanço da Recuperação Judicial da Oi e pelo estagnar do processo de falência da Rio Forte, no Luxemburgo”, diz palha da Silva, salientando que em resultado desse processo a Pharol “não apenas viu a sua participação societária diminuir substancialmente em termos percentuais como se viu obrigada a recorrer cada vez mais aos meios legais que tinha ao seu dispor, com reflexos nas contas de exploração”.

Mesmo com o impacto financeiro, “os esforços valeram a pena e, já em 2019, foi possível atingir um acordo com a Oi que acabou por minimizar os prejuízos sofridos durante o processo de recuperação judicial”.

“Abre-se agora um período em que, abandonada a litigiosidade reinante até aqui, a Oi, com um balanço reforçado, poderá concentrar-se mais focadamente na melhoria da sua eficiência operacional, permitindo também à Pharol reduzir substancialmente os seus custos”, salienta Palha da Silva, rematando que a contenção de custos “continuará a ser uma das prioridades” este ano.

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