Trump inscreve reforço de gastos com muro no Orçamento para 2020

  • Lusa
  • 11 Março 2019

Russ Vought considera que as condições de segurança nas fronteiras "estão a deteriorar-se a cada dia que passa", pelo que Trump não vai ceder na sua exigência da construção do muro com o México.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, vai inscrever, no Orçamento para 2020, mais 8,6 mil milhões de dólares para a construção do muro na fronteira com o México, confirmou esta segunda-feira o seu chefe de Orçamento.

Russ Vought, diretor em exercício do Departamento de Orçamento da Casa Branca, disse que as condições de segurança nas fronteiras “estão a deteriorar-se a cada dia que passa”, pelo que o Presidente não vai ceder na sua exigência da construção do muro que prometeu durante a campanha presidencial de 2016.

Para além das verbas que acionará ao abrigo da declaração de emergência decretada em fevereiro, Vought confirmou que Trump irá inscrever, no Orçamento que entregará esta segunda-feira ao Congresso, mais 8,6 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros), para a construção do muro na fronteira com o México.

Esta verba supera o que Donald Trump tinha pedido inicialmente ao Congresso, cerca de cinco mil milhões de dólares (o equivalente a 4,5 mil milhões de euros), e multiplica por várias vezes os cerca de 1,6 mil milhões de dólares (que equivalem a 1,4 mil milhões de euros) que o Congresso quer autorizar para a construção do muro.

Russ Vought disse que o Orçamento que será apresentado no Congresso compensa estes gastos adicionais em segurança com cortes em várias áreas, nomeadamente na ajuda externa e nas reformas da segurança social. A proposta orçamental prevê um aumento nos gastos com as forças armadas, mas reduz o dinheiro destinado a programas de investimento público.

O chefe do orçamento da Casa Branca disse que o Governo está a dar prioridade à contenção com os “gastos imprudentes de Washington”.

Os dados conhecidos desta proposta já foram criticados pela maioria Democrata na Câmara dos Representantes, por não responder às necessidades do país. O presidente da Comissão de Orçamento da Câmara dos Representantes, John Yarmuth, considera que os cortes propostos para serviços essenciais são “perigosos”.

Os líderes Democratas no Senado e na Câmara, Chuck Schumer e Nancy Pelosi, respetivamente, também já disseram que não permitirão os gastos solicitados para a construção do muro na fronteira com o México.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trump inscreve reforço de gastos com muro no Orçamento para 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião