Polémicas na banca em Portugal? “É mais espuma”, diz CEO do Santander Totta

Pedro Castro e Almeida diz que polémicas em torno do Novo Banco e da Caixa não ajudam à percepção de risco do setor, mas considera "muitíssimo bom" o percurso dos maiores bancos nos últimos anos.

As recentes polémicas em torno da banca portuguesa, nomeadamente as que envolvem a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco, são prejudiciais para a perceção de risco no exterior mas não refletem a realidade da banca nacional. Quem o diz é Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Totta, que prefere classificar essas questões como “espuma”.

“Felizmente, lá fora não chegam 99% dessas notícias” começa por dizer o CEO do Totta, acrescentando que “dentro do ambiente de confiança que existe no setor” essa realidade “não ajuda”, mas prefere falar “numa questão de perceção” que não reflete a realidade da banca nacional.

“A Caixa, o Millennium, o BPI e o próprio Santander têm feito um percurso diria muitíssimo bom nos últimos anos”, prefere valorizar Pedro Castro e Almeida em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do Work Café Samtander, referindo-se às melhorias que essas instituições têm vindo a apresentar após a crise em que mergulharam.

“É uma pena que estas questões de perceção antigas tenham este impacto. Mas se quer que lhe diga é mais espuma”, considera.

Relativamente ao caso específico do Novo Banco e ao novo pedido de ajuda ao fundo de resolução após prejuízos de cerca de 1,4 milhões de euros em 2018, Pedro Castro e Almeida não põe em causa essa situação, dizendo que as razões de queixa que tinha já as apresentou.

“Não me senti prejudicado hoje. Já me senti prejudicado desde o início” e “não me vou queixar agora mais”, avisa, dizendo ainda que “não há razão nenhuma para acreditar que todos os mecanismos de controlo que estão implementados possam correr mal”.

“A questão que deve ser analisada é não tanto como é que estes créditos inicialmente foram dados mas qual é o destino deste dinheiro”, diz Castro Almeida. Essa sim a questão com a qual se preocupa mais.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Polémicas na banca em Portugal? “É mais espuma”, diz CEO do Santander Totta

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião