Tomás Correia acredita que diploma da idoneidade pode ser só para ele

  • ECO
  • 15 Março 2019

O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Tomás Correia, caracteriza as discussões relativas ao diploma de idoneidade como sendo pouco razoáveis.

O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), Tomás Correia, acredita que a lei da idoneidade pode ter sido feita apenas para ele. O diploma, aprovado em Conselho de Ministros, e já promulgado pelo Presidente da República, esclarece que é a Autoridade de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) a responsável por avaliar a idoneidade das administrações das associações mutualistas.

“A única coisa a que tenho assistido é a um conjunto de intervenções muito pouco precisas dirigidas exclusivamente a uma pessoa que pode desembocar na publicação de um diploma”, diz Tomás Correia, em entrevista ao Dinheiro Vivo e TSF. O presidente da mutualista questiona a “razoabilidade” da discussão que tem tomado lugar na praça pública, mas deixa a garantia de que vai avaliar o diploma.

O decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros obriga a ASF a avançar logo para examinar as condições de idoneidade do presidente da AMMG, que foi recentemente condenado pelo Banco de Portugal por irregularidades quando era presidente do banco Montepio. Marcelo Rebelo de Sousa promulgou a lei ainda no próprio dia.

A nova lei e precedentes podem ditar a saída de Tomás Correia da AMMG, tendo em conta que a ASF já avaliou casos idênticos no grupo Montepio que levaram à saída de gestores. Em anteriores avaliações envolvendo visados no processo do Banco de Portugal que condenou Tomás Correia, o regulador chumbou os nomes.

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