Venda da posição da HNA na TAP “não afeta” posição estratégica do Estado

  • Lusa
  • 15 Março 2019

Executivo garante que “a substituição de um acionista minoritário por um novo acionista norte-americano e por um reforço da posição de um dos atuais acionistas não é um fator negativo para a empresa".

A venda da posição que o conglomerado chinês HNA tinha na TAP, de 9%,não afeta a posição estratégica do Estado português”, segundo adiantou à Lusa fonte do Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

A empresa asiática anunciou esta sexta-feira num comunicado ao mercado bolsista de Xangai a venda da participação de 9% que detinha na TAP através da Atlantic Gateway por 55 milhões de dólares norte-americanos (48,6 milhões de euros).

Mais de metade desta participação indireta na TAP foi vendida à Global Aviation Ventures LLC, um fundo norte-americano de capital de risco especializado no setor da aviação, por 30 milhões de dólares.

O restante passou para as mãos da transportadora aérea brasileira Azul S.A. em troca de 25 milhões de dólares, segundo comunicado enviado à bolsa da China.

Contactado pela Lusa, o ministério referiu que, “a confirmar-se a venda da posição contratual do acionista chinês, ela não afeta a posição estratégica do Estado português, que se mantém inalterada”.

A confirmar-se a venda da posição contratual do acionista chinês, ela não afeta a posição estratégica do Estado português, que se mantém inalterada.

Fonte oficial do Ministério das Infraestruturas

Quanto à mudança de acionistas, que implica que a Azul fique com posição reforçada na TAP, o executivo garante que “a substituição de um acionista minoritário por um novo acionista norte-americano e por um reforço da posição de um dos atuais acionistas não é um fator negativo para a empresa”. “Pelo contrário, é um sinal de confiança dos adquirentes no futuro da empresa”, acrescentou.

Questionada sobre o impacto que esta alteração possa ter num futuro retorno dos voos diretos entre Portugal e a China, operados por uma subsidiária da HNA, a Capital Airlines, durante pouco mais de um ano, o ministério não comentou.

O Estado chegou a acordo com o consórcio Atlantic Gateway, após a privatização, em 2016, para ficar com 50% da companhia aérea, depois da entrada em funções do Governo liderado por António Costa.

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