Espanhola Merlin tem 1.000 milhões para investir no imobiliário em Portugal

A SOCIMI espanhola está a apostar em Portugal. Tem mil milhões em ativos, mas quer duplicar o valor até 2023. A curto prazo vai investir 500 milhões.

Chegou em Portugal em 2015 e, desde então, tem investido em força no imobiliário. Os espanhóis da Merlin Properties já compraram uma dezena de ativos em território nacional, avaliados em quase mil milhões de euros. Mas não chega. A meta da SOCIMI é “aumentar a exposição para ser o player número um” no mercado de escritórios português. O objetivo é duplicar o valor investido no mercado portuguesa, chegando aos 2.000 milhões de euros até 2023.

Atualmente, a Merlin detém uma carteira de ativos avaliada em 12.041 milhões de euros, dos quais cerca de 1.000 milhões estão em Portugal — Edifício Caribe, Monumental, Torre A das Torres de Lisboa a Saba Parques Logísticos são alguns dos investimentos. Destaque ainda para a compra do Almada Fórum por 406 milhões de euros e, mais recentemente, dois edifícios no Parque das Nações por 112 milhões.

Mas os investimentos não vão ficar por aqui. A Merlin Properties, que aposta unicamente em imobiliário na Península Ibérica, olha com grande interesse para o mercado nacional devido ao enorme potencial que lhe reconhece, principalmente em Lisboa, dizem fontes próximas da empresa, citadas pelo Cinco Días (conteúdo em espanhol).

De acordo com a notícia avançada pelo jornal espanhol, citando um documento enviado pela Merlin aos investidores, o objetivo da SOCIMI liderada por Ismael Clemente é “aumentar a exposição em Portugal para se tornar o player número um” no mercado de escritórios. A curto prazo o objetivo é alcançar cerca de 1.500 milhões de euros em ativos e, durante 2022 e 2023, aumentar esse valor até aos 2.000 milhões de euros.

O mercado de escritórios nacional, principalmente em Lisboa, é liderado pela Norfin, Castle Group e pela Merlin Properties, de acordo com dados da própria SOCIMI, que detém atualmente 100 mil metros quadrados de escritórios na capital portuguesa. A esses nomes, a consultora JLL acrescenta as imobiliárias Square AM, Fundger e Imofomento, diz o jornal espanhol.

No que diz respeito às rendas da Merlin em Portugal, estas já representam 9% do total de 499 milhões de euros que arrecadou o ano passado. Mas o objetivo é aumentar esse peso para 15%. Lisboa representa 6% da carteira da empresa, já no que diz respeito a centros comerciais é a cidade com maior peso em resultado do Almada Fórum, que tem 600 mil metros quadrados de lojas arrendadas.

Mais investimento. Vem aí uma SIGI?

Portugal está na mira desta SOCIMI espanhola. Mas todo o dinheiro que tem para aquisições no mercado nacional pode, em breve, vir a ser aplicado através da congénere portuguesa da ferramenta que já existe há anos do outro lado da fronteira. As SIGI são uma possibilidade.

Em fevereiro, o diretor-geral da Merlin em Portugal, admitiu a hipótese de investir no país através das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI). “Olhamos com bastante interesse para o mercado nacional. Há uma dinâmica inegável dentro do mercado imobiliário e o regime das SIGI é uma possibilidade“, disse na altura João Cristina, durante uma conferência sobre as SIGI.

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