“Espero que a Sonae seja ‘mais’ e ‘melhor’ no futuro, as mudanças fazem-se porque fazem sentido”, diz Paulo Azevedo

Paulo Azevedo e Ângelo Paupério realçaram o excelente estado em que Sonae chega a 2019, estando confiantes num futuro "cheio de sucesso" para Cláudia Azevedo, que assume posição de CEO para 2019-2022.

Paulo Azevedo, co-CEO da Sonae, realçou os “progressos muito significativos” conseguidos pela Sonae nos últimos anos, apontando como os três pilares essenciais da operação da empresa — internacionalização, diversificação e alavancagem e reforço de ativos e competências — registaram desenvolvimentos positivos. Ainda assim, Paulo Azevedo espera uma Sonae diferente e melhor para os próximos anos.

Paulo Azevedo e Ângelo Paupério, que lideraram a Sonae nos últimos anos, vão ser substituídos por Cláudia Azevedo, filha mais nova de Belmiro de Azevedo, que vai guiar o grupo empresarial no próximo mandato — 2019-2022. E a mudança não acontece por acaso: “Estas coisas das mudanças de liderança fazem-se porque faz sentido e porque esperamos que as novas lideranças façam mais e melhor”, afirmou mesmo Paulo Azevedo. E o grupo que Cláudia Azevedo vai herdar está em posição de fazer mais e melhor nos próximos anos, segundo os co-CEO cessantes.

Estas coisas das mudanças de liderança fazem-se porque faz sentido e porque esperamos que as novas lideranças façam mais e melhor.

Paulo Azevedo

Pouco antes de Paulo Azevedo assumir a palavra, Ângelo Paupério assegurou que o grupo Sonae está numa posição particularmente favorável para enfrentar os próximos anos, realçando a evolução sólida obtida desde 2008, ano do eclodir da crise. “Estamos muito bem preparados para continuar o nosso caminho, sentimos que os nossos negócios têm equipas preparadas para prosseguir este caminho, o balanço é forte e a capacidade do grupo para os apoiar é grande”. Por tudo isto, sublinhou esperar “um futuro, liderado por Cláudia Azevedo, cheio de sucesso”.

Segundo os valores apresentados esta quinta-feira, a Sonae conseguiu desde 2008 cortar o rácio de dívida/EBITDA de 5,1 para 2,7, tendo agora “menos de um terço de dívida para mais de dois terços de capital próprio”.

No último exercício da liderança conjunta de Ângelo Paupério e Paulo Azevedo, a Sonae registou um crescimento de 33% nos resultados líquidos, para 220 milhões de euros, e de 8,1% no volume de negócios, que se fixou em 5,95 mil milhões de euros.

Tal como se foi verificando nos últimos anos, a Sonae voltou a aumentar a proposta de dividendos, agora em 5%, para os 4,41 cêntimos de euros por ação. Em 2009, a remuneração acionista estava nos 3,15 cêntimos, tendo crescido até aos 4,2 cêntimos em 2017 e, agora para os 4,4 cêntimos. Este valor representa um payout de 42%, abaixo dos 64% do ano passado.

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