Rendas da habitação subiram 9,3% em 2018. Número de novos contratos está em queda

As rendas das casas subiram 9,3% para uma média de 4,8 euros por metro quadrado no ano passado, mostram os dados do INE. Lisboa é a cidade mais cara, com o metro quadrado a duplicar a média nacional.

As rendas da habitação subiram 9,3% para uma média de 4,80 euros por metro quadrado no ano passado, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A nível local, houve 33 municípios com uma taxa acima da média nacional, sendo que Lisboa apresenta um preço por metro quadrado de mais do dobro do resto do país. O número de novos contratos de arrendamento registou um decréscimo de 7,9%.

No final do ano passado estavam realizados 77.723 contratos de arrendamento de alojamentos familiares no país, com o valor mediano das rendas a fixar-se nos 4,80 euros por metro quadrado. Este valor aumentou 9,3% face ao registado em 2017, uma subida que aconteceu em linha com o crescimento de 10,3% no preço das casas.

Evolução das rendas das casas no país

Fonte: INE/2018

Lisboa destacou-se como a zona mais cara do país para viver, mas também como a mais procurada. A Área Metropolitana de Lisboa (AML) viu serem celebrados 25.916 novos contratos de arrendamento, o equivalente a um terço do total, com um valor mediano de sete euros por metro quadrado. Considerando apenas o município de Lisboa, o mais caro do país, os valores sobem para 11,60 euros por metro quadrado, subindo 16% face a 2017.

Entre as freguesias de Lisboa, Santo António brilhou ao registar um aumento de 27,3% no valor mediano das rendas, variação que o levou a liderar o ranking dos mais caros. Passou para a primeira posição, destronando o Parque das Nações.

Já a Área Metropolitana do Porto (AMP) representou cerca de 17% do total de novos contratos de arrendamento, observando um preço mediano de rendas de 5,07 euros por metro quadrado. No município do Porto, as rendas fixaram-se em 7,85 euros por metro quadrado, subindo também 16% face a 2017, com a União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde a custar 8,86 euros (+22,5%), enquanto o Bonfim registou o maior aumento: 24,4%.

Somadas, as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto concentraram 51% do número total de novos contratos de arrendamento do país, enquanto o Baixo Alentejo apresentou o menor número de novos contratos (399).

33 municípios acima da média nacional

No ano passado, o INE observou 33 municípios com rendas em novos contratos de arrendamento acima do valor nacional, estando a maioria concentrada na AML, com 16 municípios: Lisboa, Cascais, Oeiras, Amadora, Almada, Odivelas, Loures, Sintra, Alcochete, Vila Franca de Xira, Seixal, Mafra, Setúbal, Montijo, Barreiro, Sesimbra apresentam um valor mediano de rendas acima dos 4,80 euros por metro quadrado.

A AMP é outra das regiões com um número significativo de municípios onde as rendas são mais caras do que no resto do país: Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Maia com preços acima da média nacional.

O mesmo acontece na zona do Algarve, que conta com cinco municípios acima da mediana: Loulé, Albufeira, Lagos, Castro Marim, Tavira, Portimão, Faro, Vila Real de Santo António e Vila do Bispo.

Destaque ainda para os municípios do Funchal, Coimbra, Évora, Santa Cruz (Região Autónoma da Madeira) e Aveiro, com valor acima da mediana.

O município com as rendas mais baratas do país é Belmonte, no distrito de Castelo Branco, com um preço de 1,7 euros por metro quadrado. O valor mediano das rendas em Lisboa é quase seis vezes superior ao registado neste concelho da Beira Baixa.

Entre os dez municípios com as rendas mais baratas do país estão Vila Nova de Foz Côa, Sátão, Lamego, Celorico de Basto, Moimenta da Beira, Macedo de Cavaleiros, Valpaços, Oliveira do Hospital e Mortágua, todos com um valor máximo de renda de 2,36 euros por metro quadrado.

(Notícia atualizada às 12h16 com mais informação)

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