Relações familiares: Vital Moreira fala em “padrão de conduta comprometedor”

Constitucionalista e ex-eurodeputado socialista diz que número de nomeações de familiares sugere um "padrão de conduta comprometedor" e pede código de ética.

O constitucionalista e ex-deputado europeu socialista Vital Moreira entrou na questão das relações familiares no Governo e no Partido Socialista, recomendando “contenção e parcimónia” nas nomeações. Diz ainda que o número das nomeações familiares sugere um “padrão de conduta comprometedor”.

No blogue Causa Nossa, para o qual contribui, Vital Moreira defende que a questão ética vai além do cumprimento estrito da lei nesta matéria e que, apesar de compreensível a nomeação de pessoas do círculo próximo, deve haver contenção neste capítulo.

Já no que diz respeito a nomeações de familiares, diz o constitucionalista – casado com Maria Manuel Leitão Marques, que até fevereiro foi ministra da Presidência – o problema é significativamente maior.

“O problema aumenta exponencialmente quando entram em jogo as relações familiares e quando a frequência das ocorrências deixa perceber um padrão de conduta comprometedor (o número conta). Hoje em dia, os novos meios de informação e o maior escrutínio e maior sensibilidade do público tornam estes assuntos especialmente delicados. Toda a imprudência será castigada”, diz.

"O problema aumenta exponencialmente quando entram em jogo as relações familiares e quando a frequência das ocorrências deixa perceber um padrão de conduta comprometedor (o número conta). Hoje em dia, os novos meios de informação e o maior escrutínio e maior sensibilidade do público tornam estes assuntos especialmente delicados. Toda a imprudência será castigada.”

Vital Moreira, no blogue Causa Nossa

Vital Moreira sugere a criação de códigos de conduta ou códigos de ética que recomendem normas de comportamento aos membros do Governo no que às nomeações diz respeito, e também instituições de ética com personalidades externas que avaliem os casos mais duvidosos.

“Infelizmente, entre nós, em vez de se prevenirem as situações, tendemos a correr atrás do prejuízo”, diz.

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