Sonae Capital põe à venda edifício Porto Palácio Hotel. Não vende por menos de 70 milhões

A empresa está a vender uma carteira que inclui o edifício do Porto Palácio Congress Hotel & SPA e outros dois edifícios de escritórios. Os ativos fazem parte de um fundo avaliado em 70 milhões.

Depois de ter comprado o Aqualuz Suite Hotel Lagos, a Sonae Capital pôs agora à venda uma unidade hoteleira no Porto, revelou ao ECO uma fonte do mercado imobiliário. O Porto Palácio Congress Hotel & SPA contempla três edifícios com escritórios e restauração, numa área total superior a 47 mil metros quadrados. Embora a multinacional esteja aberta a propostas, estes ativos constituem um fundo de investimento, avaliado em cerca de 70 milhões de euros, que será o mínimo que a empresa aceitará pela operação.

“Boavista Upscale” é o nome da carteira que a Sonae Capital já está a apresentar aos investidores. De acordo com o prospeto, a que o ECO teve acesso, o “pacote” inclui o edifício do hotel de cinco estrelas — que continuará a ser explorado pela Sonae Capital — e dois edifícios de escritórios, numa área total de 47.352 metros quadrados.

O Porto Palácio Congress Hotel & SPA, localizado no número 1269 da Avenida da Boavista, no Porto, tem uma área de 31.087 metros quadrados e é um dos cinco hotéis que fazem parte da carteira da Sonae Capital. Inaugurado em 1986, conta com 215 quartos, um spa e um parque de estacionamento.

Porto Palácio HotelHoteis.com/D.R.

O Boavista Office Building, com 8.335 metros quadrados — onde está instalada a Maló Clinic –, dispõe de vários escritórios, lojas e restauração, com uma taxa de ocupação de 98%. Soma-se ainda um parque de estacionamento.

O terceiro edifício, o WTC Office Building, contempla uma área total de 7.929 metros quadrados, ocupada em 86% e distribuída por escritórios, lojas e restauração e um health club, ocupado atualmente pela Solinca Health & Fitness.

Estes ativos constituem o fundo de investimento imobiliário fechado WTC, gerido pela Sonaegest. Como explicou ao ECO a mesma fonte, o investidor tem duas alternativas: ou compra unicamente os ativos ou compra o fundo. Caso opte pela primeira opção, o fundo será liquidado, uma vez que ficará sem ativos.

Com esta operação concluída, a Sonae Capital vai passar a pagar renda sobre estes imóveis e mantém a gestão do hotel, tal como tem acontecido nas últimas alienações que realizou. As ofertas poderão ser feitas durante o mês de abril e, ainda que não haja um valor base pedido pela empresa, o fundo está avaliado em cerca de 70 milhões de euros — só o hotel vale mais de 34 milhões –, o que poderá dar uma ideia do valor que a mesma pretende arrecadar com esta venda.

Contactada, a Sonae Capital não quis fazer comentários, mas uma fonte ligada ao processo revelou ao ECO que a venda não deverá realizar-se abaixo dos 70 milhões de euros. Já há mais de uma dezena de interessados que terão de fazer propostas que aliciem a empresa, caso contrário o negócio não acontecerá.

Em fevereiro, a Sonae Capital comprou o Aqualuz Suite Hotel, no Algarve, isto depois de ter vencido a corrida à concessão de um hotel na estação de Santa Apolónia, resultado de um investimento de 12 milhões de euros. De acordo com uma avaliação ao seu património imobiliário, encomendada à Cushman & Wakefield, no final de novembro, a multinacional tinha um total de 85 ativos, avaliados em 287,4 milhões de euros.

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