Depois do programa de pré-reformas, Altice Portugal quer contratar 50 pessoas “nas próximas semanas”

Concluído o programa voluntário de pré-reformas e suspensão de contratos, a Altice Portugal quer contratar 50 pessoas "nas próximas semanas", num total de 200 até ao final de 2019.

A Altice Portugal quer incorporar até 50 novos colaboradores “nas próximas semanas” num total de 200 até ao final do ano. As contratações já começaram e surgem depois da conclusão daquele que ficou conhecido por “Programa Pessoa”, através do qual “menos de 1.000” trabalhadores mais velhos da empresa aceitaram suspender os contratos ou a pré-reforma, mediante o pagamento de parte do salário.

A administração da empresa lançou o programa em meados de janeiro, com a intenção de reduzir o número de trabalhadores mais velhos e recrutar talento mais jovem. Concluído o programa, a empresa “quer incorporar cinco dezenas” de novos trabalhadores nas próximas semanas, sendo que, recentemente, também recrutou dois novos diretores no mercado, um deles a uma empresa concorrente.

As informações foram transmitidas aos jornalistas num encontro esta sexta-feira, em Lisboa, que acontece um dia depois de a Altice Portugal ter apresentado os resultados do ano de 2018. Neste período, o lucro antes de impostos da dona da Meo caiu 11%, para 840,1 milhões de euros, e as receitas totais derraparam 3,1%, para 2.074,5 milhões de euros, comparativamente com os resultados apurados em 2017 e ajustados às novas normas de contabilidade IFRS15.

Em reação aos números, Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, recusou que os resultados tenham piorado em relação a 2017. “Não era expectável que o ano de 2018 fosse de aumento das receitas”, disse, enaltecendo que a Meo angariou “mais de 50% das adições líquidas do mercado”. Além disso, de acordo com o gestor, o historial do setor mostra que último trimestre costuma ser “mais fraco” para os negócios das telecomunicações.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Depois do programa de pré-reformas, Altice Portugal quer contratar 50 pessoas “nas próximas semanas”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião