Novos passes podem tirar 42 mil carros de Lisboa

  • ECO
  • 30 Março 2019

Câmara Municipal de Lisboa antecipa um aumento de 55 mil pessoas a usarem transportes públicos, apenas numa primeira fase, segundo escreve o Expresso, este sábado.

A descida do preço dos passes sociais, a partir da próxima segunda-feira, poderá levar a uma redução no número de carros de circulam todos os dias em Lisboa de cerca de 42 mil. Os números são do vereador da Mobilidade e Segurança na Câmara Municipal de Lisboa (CML), Miguel Gaspar, em declarações ao Expresso (acesso pago).

“Até agora vendiam-se cerca de 550 mil passes na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Um aumento de 10% na procura dos transportes públicos em resultado da redução das tarifas significa ter mais 55 mil passes vendidos. E até é uma estimativa conservadora, porque temos outros estudos que apontam para um impacto ainda maior, entre 10% e 20%. Ou seja, o aumento pode ir dos 55 mil aos 110 mil novos passes”, afirmou Gaspar, ao semanário.

Se todas as 55 mil pessoas, que se espera que passem a andar de transportes públicos, deixarem o automóvel em casa, poderá significar uma quebra de 42 mil automóveis, tendo em conta que nos dias úteis cada veículo tem, em média, 1,3 ocupantes. A redução poderá vir a ter impacto no consumo de combustíveis fósseis, nas emissões de CO2 e no espaço ocupado por veículos na cidade.

As estimativas para o reforço da procura por transportes numa primeira fase é cerca de um terço do objetivo traçado para 2030. O Governo pretende fazer crescer e melhorar a rede, bem como atrair mais 150 mil pessoas, de acordo com o Expresso. O objetivo é que a quota de utilização de transportes públicos aumente para 33%, dos atuais 25%.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novos passes podem tirar 42 mil carros de Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião