Banco CTT no top das queixas dos clientes bancários. Lidera nas contas e no crédito à habitação

O banco liderado por Luís Pereira Coutinho volta a apresentar o rácio de queixas mais elevado do sistema financeiro nacional. É o mais reclamado nas contas de depósitos e no crédito à habitação.

O Banco CTT continua no topo da lista de instituições financeiras alvo de mais queixas por parte dos clientes bancários. O banco liderado por Luís Pereira Coutinho, foi aquele que no ano passado apresentou a maior proporção de queixas nas contas bancárias e no crédito à habitação. No ano anterior encabeçava a lista de queixas nas contas e no crédito ao consumo.

Os dados foram divulgados, esta quarta-feira, no Relatório de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal relativo a 2018. Ao longo do ano, o regulador recebeu 15.244 reclamações de clientes bancários contra instituições de crédito, ligeiramente abaixo das 15.282 (-0,18%) verificadas em 2017.

Neste documento, o Banco CTT surge como a instituição financeira que apresenta o maior número de reclamações por cada mil contas bancárias e por cada mil contratos de crédito à habitação.

No caso das contas de depósito, o banco recebeu, no ano passado, 0,81 reclamações por cada mil contas de depósitos à ordem. Os bancos Deutsche Bank, Bankinter, BBVA, e Santander Totta fecham a lista dos cinco bancos mais reclamados neste segmento no ano passado. A média do setor é de 0,26 queixas por cada mil.

Em 2017, para além do Banco CTT, os bancos mais reclamados nas contas de depósitos eram o Banco do Brasil, o Deutsche Bank, o BBVA e o Bankinter.

no crédito à habitação, o Banco CTT ultrapassou o Eurobic, para passar a apresentar maior rácio de queixas. O banco liderado por Luís Pereira Coutinho recebeu 5,65 queixas por cada mil contratos de crédito à habitação. Este valor compara com uma média de 0,94 no sistema financeiro nacional. E está à frente do Santander Totta que é o segundo banco mais reclamado neste segmento. Seguem-se o BBVA, Eurobic que desce para quarto no ranking, e o Bankinter.

Em 2017, o Eurobic, liderava o ranking, seguido pelo Popular, Santander Totta, Caixa Económica Montepio Geral (atual Banco Montepio) e BBVA.

Reagindo ao relatório, fonte oficial do Banco CTT critica a metodologia utilizada pelo Banco de Portugal nomeadamente no caso do crédito à habitação que “desfavorece os bancos recentes”. Refere que neste segmento, o Banco CTT registou em 2018 menos de 1 reclamação por mês, classificando-o como “um número incipiente”. “Numa carteira que começou a ser construída poucas reclamações têm mais expressão do que quando comparamos o mesmo rácio com instituições que oferecem crédito habitação há décadas e que têm uma carteira constituída”, acrescenta.

Já no caso das contas à ordem, salienta a “redução expressiva dos rácios de reclamações do Banco CTT”. “No caso das contas depósito, o rácio do Banco CTT caiu cerca de 60%, evoluindo de 1,91 em 2017 para 0,81 em 2018 (enquanto o rácio no mercado se manteve em 0,26)”, justifica o banco.

Apenas no crédito ao consumo o banco não surge no topo das reclamações, o que contrasta com o observado em 2017, ocasião em que liderava nesse segmento a par das contas bancárias. Cai para quarto lugar, com o ranking de queixas nesse campo a passar a ser liderado pelo Caixa Leasing e Factoring, com uma proporção de 2,04 queixas por cada mil, seguindo-se-lhe o Wizink Bank, o Volkswagen Bank, o Banco CTT e o FCA Capital (a empresa de financiamento do grupo Fiat Chrysler). A média do setor é de 0,32 queixas por cada mil.

Em 2017, o Banco CTT tinha sido a instituições alvo de maior proporção de queixas por parte dos clientes bancários, com 6,85 reclamações por cada mil contratos. Seguia-se o FCE (a instituição de crédito da Ford), Deutsche Bank, Caixa Leasing e Factoring e FCA Capital.

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