Novo Banco “limpa” Portucale para vender herdade polémica

  • ECO
  • 10 Abril 2019

Novo Banco está a liquidar empresas da Herdade da Vargem Fresca, da Portucale, para facilitar a venda destes ativos. Ex-BES procura vender mil milhões de crédito malparado e 500 milhões em imóveis.

A Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, juntou-se ao longo rol de ativos disponíveis para venda do Novo Banco. O ex-BES tem procedido à liquidação das várias empresas que constituem a Sociedade Vargem Fresca para integrar os seus ativos e, desta forma, facilitar a venda dos campos de golfe e do restante empreendimento, avança esta quarta-feira o Jornal de Negócios (acesso pago).

Esta herdade está intimamente ligada à polémica aprovação de um empreendimento turístico da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo, nos últimos dias do governo PSD/CDS liderado por Santana Lopes, já que para poder avançar o projeto obrigou ao abate de 2500 sobreiros para abrir espaço ao projeto turístico-imobiliário em Benavente — o que só foi possível fazer graças a um despacho assinado a poucos dias das legislativas de 2005.

Agora, e segundo a mesma fonte, apesar da concentração no seu balanço dos ativos da Vargem Fresca, o plano do Novo Banco passa por dividir as operações da sociedade e vender os terrenos onde está prevista a construção de um empreendimento urbanístico, separando-o portanto dos campos de golfe que já funcionam na herdade.

Apesar de toda a polémica e pressa na aprovação do projeto há 14 anos, o empreendimento ainda hoje está por construir. No papel a proposta passava por edificar moradias, hotéis, campos de golfe, um centro hípico, uma barragem e um campo de tiro. No entanto, e segundo fonte do Negócios, o terreno já tem “ruas, passeios e canalização”.

O jornal relembra também que no final de 2018, o Novo Banco tinha mais mil milhões de euros de empréstimos em incumprimento para venda, além de 500 milhões em imóveis.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco “limpa” Portucale para vender herdade polémica

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião