CP vai reforçar comboios nas linhas de Sintra e da Azambuja

  • ECO
  • 14 Abril 2019

A empresa vai reparar oito automotoras elétricas encostadas desde 2013 em Campolide, que serão usadas para reforçar as linhas de Sintra e Azambuja.

É uma das linhas mais utilizadas do país, que constantemente está com atrasos. É nesse sentido que a CP – Comboios de Portugal vai agora reparar oito automotoras elétricas, encostadas desde 2013, de forma a evitar supressões nas horas de pontas. Dois dos comboios começam em junho a ser reparados, nas oficinas do Entroncamento da EMEF, a empresa que faz a manutenção do material ferroviário no país.

“No contexto do planeamento da atividade oficinal da EMEF, o qual tem em consideração, necessariamente, o défice de recursos humanos especializados para as operações de reparação e manutenção a desenvolver, estima-se que sejam recuperadas duas UQE 2400 no corrente ano. Estas intervenções pesadas serão iniciadas logo que exista capacidade disponível na EMEF para iniciar estes trabalhos, previsivelmente no final de junho“, referiu uma fonte oficial da empresa ao Diário de Notícias.

As duas UQE 2400 que vão ser inicialmente recuperadas entraram ao serviço da CP em 1997, mas foram encostadas em Campolide pela empresa em 2013, altura da Troika. Estão “bastante degradadas por fora” devido à exposição às condições atmosféricas e deverão ser necessários “até dois meses de repararão por cada unidade”, alerta a comissão de trabalhadores da CP, citado pelo DN. Nos últimos anos, têm servido para peças suplentes para outros comboios.

A comissão de trabalhadores defende que o material para os comboios urbanos poderia ser “rapidamente reparado”, “se houvesse vontade”. O problema é que a EMEF não tem conseguido reforçar os quadros: no ano passado entraram mais 100 funcionários, mas a empresa encerrou 2018 com o mesmo número de operários devido à reforma de trabalhadores com longas carreiras contributivas.

Uma vez reparadas, vão reforçar as linhas de Sintra e da Azambuja, que contam atualmente com 50 automotoras das séries 2300 e 2400. Até ao final do ano esse número aumentará para 52. Em Campolide ficarão ainda por reparar seis unidades.

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