Chineses fora da corrida para comboios da CP

  • ECO
  • 11 Fevereiro 2019

Ainda não existem comboios de fabricantes chineses a circular pela Europa, o que faz com que as empresas do país falhem uma das exigências para o concurso da CP.

O concurso para a compra de novos comboios para a CP é internacional, mas deixa os chineses de fora. A exigência de que as empresas tenham experiência no fornecimento de automotoras, nos últimos cinco anos, em pelo menos um país da União Europeia, impede a participação dos fabricantes que não têm comboios a circular no Velho Continente.

Os candidatos têm ainda de possuir “instalações de fabrico e sistemas de qualidade certificado conforme o normativo ISO 9001”, de acordo com o Público (acesso condicionado). Entre as empresas chinesas que ficam de fora do concurso encontra-se a estatal China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), que está, em conjunto com a Thales, na corrida para as novas composições do Metro de Lisboa.

“Não temos dúvidas que as especificações do caderno de encargos foram feitas para afastar propositadamente qualquer concorrente da China, cuja tecnologia na indústria ferroviária está atualmente ao nível do que melhor se faz na Europa, mas com preços mais baratos”, aponta um consultor da CRRC, em declarações ao Público. Acrescenta ainda que “o lobby de alguma indústria ferroviária europeia é muito forte junto dos decisores do setor em Portugal”.

Será na República Checa que a CRRC, a maior fabricante de comboios do mundo, vai circular pela primeira vez nos caminhos-de-ferro europeus, depois de vencer o concurso à Alstom. A chinesa está a tentar entrar no continente europeu, e já fornece serviços ao Metro de Londres e à Deutsche Bahn.

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