MP volta a 2011 para investigar negócio entre Montepio e Caixa Agrícola

  • ECO
  • 15 Abril 2019

O Ministério Público está a investigar a tentativa de junção dos ativos imobiliários da então Caixa Económica Montepio Geral com os do grupo Caixa Agrícola.

O Ministério Público (MP) está a investigar a tentativa de junção dos ativos imobiliários da então Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), agora Banco Montepio, com os do grupo Caixa Agrícola, avança o Público (acesso pago). Esta transação, que remonta a 2011, acabou por ser anulada por lesar os interesses de uma das partes: a instituição agora chefiada por Licínio Pina.

À data dos factos, Tomás Correia e João Costa Pinto encontravam-se à frente das duas instituições bancárias, CEMG e grupo Caixa Agrícola, respetivamente.

Agora, passado oito anos, o Ministério Público questionou o Banco de Portugal (BdP) sobre a existência de queixas acerca de movimentos relacionados com participações no Fundo CA Imobiliário, dominado em mais de 50% pelo grupo Caixa Agrícola (CA), mas utilizado pelo Montepio. O Fundo CA Imobiliário é gerido pela gestora de ativos Square, com autonomia para fazer investimentos.

Ainda que o Ministério Público não tenha interpelado o Banco de Portugal especificamente sobre os efeitos da fusão de ativos — já que esta acabaria por ser revertida em 2013/2014 — a iniciativa não será alheia a uma investigação da CMVM, a entidade com responsabilidades no acompanhamento dos fundos de investimento, focada na sobrevalorização de alguns dos ativos incluídos na operação.

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