PIB cresce 1,9% este ano. Só volta a superar 2% no fim da próxima legislatura

O Governo reviu em baixa a previsão de crescimento para os anos de 2019, 2020, 2021 e 2022. Programa de Estabilidade segue esta segunda-feira para Bruxelas. Centeno apresenta documento às 12h00.

A economia portuguesa só deverá voltar a crescer mais de 2% no final da próxima legislatura, de acordo com as novas previsões do Governo que foram incluídas no Programa de Estabilidade. A previsão de 2019 é revista em baixa para 1,9%. Os novos números são apresentados às 12h00 por Mário Centeno no Ministério das Finanças.

Mário Centeno já tinha avisado que iria rever em baixa as previsões do Governo para o crescimento económico este ano no Programa de Estabilidade que apresentar esta segunda-feira. Mas o pessimismo vai além de 2019.

O Governo espera agora que a economia cresça 1,9% em 2019 e 2020, menos quatro décimas que o esperado há um ano. Em 2021 e 2022, a economia deverá acelerar, crescendo a um ritmo de 2% em cada um dos anos. Nas previsões anteriores, a o Governo apontava para que a economia crescesse 2,2% e 2,1%, respetivamente.

Só em 2023, o último ano para o qual o Programa de Estabilidade faz projeções, a economia cresce 2,1%.

O crescimento de 2% da economia portuguesa é considerado como um dos limites a partir do qual há criação de emprego. De acordo com a projeção apresentada esta segunda-feira, o Governo espera que o emprego cresça a um ritmo estável de 0,6% entre 2019 e 2022, abrandando para 04% em 2023. Já a taxa de desemprego deverá registar uma rota descendente em todo o horizonte temporal, atingindo os 5,5% em 2023.

O quadro económico orçamental para a próxima legislatura será marcado por menos crescimento do que o previsto antes, equilíbrio orçamental mas a dívida pública será o foco na frente orçamental.

(Peça atualizada com a tabela e valores do mercado de trabalho)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PIB cresce 1,9% este ano. Só volta a superar 2% no fim da próxima legislatura

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião