Elliott entra na EDP. É o 3.º maior novo acionista ativista na Europa

A participação de 2,45% no capital da elétrica, avaliada em 370 milhões de euros, coloca o fundo americano no pódio das campanhas públicas lançadas no primeiro trimestre a nível europeu.

Acionista ativista, um termo que graças à participação do fundo norte-americano Elliott Management no capital da EDP ganhou destaque nos últimos meses. A campanha do fundo em relação à gestão da elétrica portuguesa tornou-se a terceira maior nova operação de ativismo acionista na Europa no primeiro trimestre de 2019.

A Elliott Management, fundada por Paul Singer, entrou no capital da EDP em novembro e pronunciou-se sobre a gestão (em particular contra a oferta pública de aquisição lançada pela China Three Gorges) em fevereiro. A participação de 2,45% das ações é avaliada pela publicação Activist Insight em 417 milhões de dólares (cerca de 370 milhões de euros), o que a coloca a fechar o pódio das operações na Europa.

No relatório Shareholder Activism relativo ao primeiro trimestre do ano, a campanha pública da Elliott na EDP (focada no reforço das renováveis, venda de ativos e rejeição da OPA) é superada apenas por outras duas na Europa. A participação do fundo Sherborne Investors no Barclays, avaliada em 1,9 mil milhões de dólares, é a líder. Segue-se ainda a participação de 486 milhões de euros do fundo Cevian Capital na empresa Panalpina World Trnspt.

“O Reino Unido teve o primeiro trimestre mais movimentado dos últimos anos, com 17 empresas a enfrentarem exigências públicas de ativistas”, refere o relatório. “Portugal e a Rússia registaram, cada um, os primeiros alvos de ativismo públicos nos últimos anos”.

A nível global, há 295 novas campanhas de acionistas ativistas no primeiro trimestre do ano, o que representa uma quebra de quase 20% face ao período homólogo. No total do ano passado, foram 935 novas campanhas. O maior país é os Estados Unidos, apesar de estar a perder peso relativo, com os fundos (principalmente norte-americanos) a atacarem alvos fora do país.

“Quase 16% das empresas alvo de ativistas norte-americanos nos 12 meses terminados a 11 de abril têm sede fora dos EUA, o mais elevado desde que há registo da Activist Insight Online. Na Ásia, fundos norte-americanos apontaram a 21 empresas, acima das 16 no ano que terminou a 11 de abril de 2018. Na Europa, o número disparou de 24 para 37, em grande parte porque o ativismo norte-americano no Reino Unido pulou de sete para 19 empresas publicamente atingidas“, acrescentou o relatório.

Empresas publicamente sujeitas da ativismo de fundos norte-americanos no último ano

Fonte: Relatório Shareholder Activism da Activist Insight

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