CTT gastam 258 milhões de euros em serviços externos

  • ECO
  • 22 Abril 2019

Tema deverá ser debatido na assembleia geral desta terça-feira. Entre os maiores gastos está um contrato de 8,3 milhões de euros com a Fujitsu para apoio e manutenção informática.

Os CTT gastam 258 milhões de euros por ano em serviços externos. Este é o valor mais elevado para este tipo de despesas (que englobam energia, água, segurança, apoio informático, fornecimento de consumíveis, etc.) desde 2013, segundo noticia o Correio da Manhã (acesso pago) esta segunda-feira.

O agravamento dos custos com serviços externos está relacionado com a aplicação do Plano de Transformação Operacional e deverá ser um dos temas debatidos na Assembleia Geral dos Correios, que se realiza esta terça-feira. O plano levou ao aumento do número de postos de Correio para 1.845 em 2018, dos anteriores 1.761 postos.

Entre os maiores gastos em serviços externos está um contrato com a Fujitsu para apoio e manutenção informática. O contrato de três anos celebrado em outubro do ano passado prevê o valor de 8,3 milhões de euros. No caso dos serviços da linha de apoio ao cliente “estão externalizados desde 2004”, segundo explicou fonte oficial dos CTT ao Correio da Manhã. Por outro lado, a assistência informática interna resulta da cedência de funcionários.

A empresa liderada por Francisco de Lacerda revelou, em fevereiro, que o resultado líquido em 2018 ficou abaixo dos 20 milhões de euros, uma quebra de 28% face a 2017, explicada com os custos com a reestruturação que tem sido levada a cabo pela companhia.

A queda pressionou a administração a abandonar a política de dar todo o lucro em dividendos que era adotada até aqui. Por isso, foi anunciado um corte de mais de 70% na remuneração acionista, com os CTT a proporem distribuir apenas dez cêntimos por ação, contra os 38 cêntimos no período anterior. Isto na mesma altura em que o Parlamento chumbou a proposta para renacionalizar a empresa de correios que foi para a bolsa em 2013.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CTT gastam 258 milhões de euros em serviços externos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião