Bolsa de Lisboa avança no regresso das férias. Petróleo dá ganhos superiores a 2,5% à Galp Energia

A Galp é a grande vencedora do índice a beneficiar, tal como todo o setor, da subida no preço do petróleo. Antes da AG que poderá ditar a morte da OPA, a família EDP segue linhas opostas.

A Bolsa de Lisboa abriu esta terça-feira entre ganhos e perdas ligeiros, mas segue a valorizar duas horas depois, contrariando as perdas das principais praças europeias e depois de quatro dias de pausa para as férias da Páscoa. Às 10h, o PSI-20 avança 0,22% para 5.371,34 pontos, impulsionada pela Galp Energia.

A liderar os ganhos está a Mota-Engil, que dispara 2,86% para 2,37 euros por ação, enquanto a petrolífera avança 2,75% para 14,80 euros por ação, a beneficiar da subida dos preços do petróleo, mas também da subida do preço-alvo da ação (para 16 euros, dos anteriores 15,5 euros) pela casa de investimento Kepler Cheuvreux.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou esta segunda-feira que os EUA vão voltar a impor sanções aos países que comprarem petróleo ao Irão a partir de maio. O objetivo, diz a administração norte-americana, é reduzir a zero as receitas do Estado iraniano com petróleo. A matéria-prima reagiu em alta e esta sessão manteve-se a tendência. O brent negociado em Londres ganha 0,86% para 74,67 dólares por barril e o crude WTI de Nova Iorque avança 0,90% para 66,14 dólares por barril, em máximos de cinco meses.

O índice pan-europeu Oil & Gas valoriza 1,88%, a preparar-se para o melhor dia em seis semanas, enquanto o índice que agrega as maiores empresas europeias, o Stoxx 600, cede 0,22%. Entre as principais praças, o alemão DAX perde 0,094%, o espanhol IBEX 35 recua 0,52%, o francês CAC 40 desliza 0,15% e o italiano FTSE MIB perde 0,19%. Em sentido contrário, o britânico FTSE 100 ganha 0,35%.

Grupo EDP com tendências opostas antes da AG

Em Lisboa, o foco desta sessão é a família EDP. A elétrica realiza esta quarta-feira uma assembleia-geral de acionistas que poderá ditar a morte da oferta pública de aquisição lançada há quase um ano pelo acionista maioritário China Three Gorges (CTG). Os acionistas vão votar o fim dos limites dos direitos de voto e, a 48 horas da reunião, os chineses da CTG anunciaram que não estão dispostos a abdicar desta condição. Como a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tinha explicado, se a condição não se concretizar, a OPA cai.

Os títulos da EDP ganham 0,15% para 3,449 euros, enquanto a EDP Renováveis recua 0,11% para 8,74 euros. A maior perda é, no entanto, dos CTT, que tombam 1,75% para 2,70 euros. A Jerónimo Martins desvaloriza 0,75% para 13,92 euros e o BCP desliza 0,08% para 0,249 euros por ação, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter recuado e sinalizado que as condições da nova série de empréstimos a longo prazo poderão não ser tão favoráveis como se esperava.

O setor do papel e pasta de papal também segue em baixa. A Navigator — que vai pagar dividendos esta quarta-feira e arranca com a época de remuneração dos acionistas do PSI-20 — perde 0,35% para 3,974 euros por ação. A Altri desvaloriza 0,41% e a Semapa segue na linha de água.

No mercado cambial, o euro recua 0,04% contra a par norte-americana para 1,125 dólares. Os juros das dívidas da Zona Euro seguem em alta, com a yield das obrigações portuguesas a 10 anos a ganhar 1,7 pontos base para 1,191% e a de Itália a subir 6,4 pontos para 2,66%.

(Notícia atualizada com cotações das 10h)

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