EUA vão mesmo aplicar sanções a quem comprar petróleo ao Irão
Administração Trump acusa o Irão de desestabilizar a região e violar as determinações da ONU sobre a produção de armas. Petróleo vale 80% das receitas do Estado iraniano. EUA querem reduzir a zero.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou esta segunda-feira que os EUA vão voltar a impor sanções aos países que comprarem petróleo ao Irão a partir de maio. O objetivo, diz a administração norte-americana, é reduzir a zero as receitas do Estado iraniano com petróleo.
A administração norte-americana já tinha feito passar a mensagem para a imprensa e agora confirmou a decisão. A suspensão das sanções contra quem compre petróleo ao Irão que está em vigor até 2 de maio vai acabar e não vai ser renovada.
Segundo Mike Pompeo, os EUA querem privar o Irão de todas as receitas com a venda de petróleo – 80% das receitas totais do Estado iraniano. Por isso, todos os países ou entidades que comprem petróleo ao Irão vão ser sancionadas pelos Estados Unidos.
Mike Pompeo acusou o Irão de usar estas receitas para “apoiar grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah” e para “continuar a produzir mísseis, contrariamente às resoluções da ONU” que o proíbem.
O chefe da diplomacia norte-americana disse que esta decisão serve de incentivo “ao Irão a comportar-se como um país normal”, acusando ainda de destabilizar a região e de promover o caos no Iémen.
Já para os países que compram petróleo ao Irão, os EUA negociaram um acordo com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para que estes sejam os novos fornecedores, substituindo o Irão.
Mike Pompeo disse que os EUA já transmitiram ao Irão quais são as condições para que aceite conversar sobre as sanções. Entre elas está o fim do apoio a qualquer organização terrorista, a produção e desenvolvimento de armas nucleares e a produção e testes de mísseis balísticos.
As notícias sobre a imposição das sanções levaram a um aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais. Mas o aumento do preço é agora mais moderado, com tempo para os mercados para processarem a decisão norte-americana e também com o anúncio de que a produção e venda seriam asseguradas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos.
Pouco depois deste anúncio, o preço do Brent valorizava 2,45%, para os 73,73 dólares. Já em Nova Iorque, o preço subia 2,17% para os 65,39 dólares.
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