Irão desafia sanções aplicadas pelos Estados Unidos. Continuará a vender petroléo

No dia em que os EUA aplicam o segundo pacote sancionatório contra o Irão, Hassan Rouhani promete desafiar Trump e continuar a vender "ouro negro". O Irão está preparado "para resistir", diz.

No dia em que entra em vigor o segundo pacote sancionatório dos Estados Unidos contra o Irão, Hassan Rouhani garante que irá desafiar Donald Trump e continuar a vender petróleo. De acordo com a Reuters, o Presidente iraniano condena a “guerra económica” que, diz, tem sido levada a cabo por Washington de modo a enfraquecer a influência do seu país no médio oriente.

Depois das sanções aplicadas em agosto sobre o comércio de divisas, metais e automóveis, os Estados Unidos voltam à carga esta segunda-feira. Desta vez, os alvos da Casa Branca são os setores iranianos do petróleo e do gás. Tudo isto porque os norte-americanos consideram que o Irão tem desrespeitado o acordo nuclear, o que os iranianos negam.

Em resposta a este novo pacote sancionatório, Hassan Rouhani já considerou que o principal alvo dos Estados é o “povo iraniano”. “Hoje o nosso inimigo [os Estados Unidos] está a fazer mira à nossa economia. O principal alvo das sanções é o nosso povo“, sublinhou o Presidente do Irão. “A América queria pôr a zeros as vendas de petróleo do Irão, mas vamos continuar a vender, de modo a quebrar as sanções”, deixou claro o político.

Além disso, na opinião do líder iraniano, as sanções são “ilegais e injustas”. De facto, Rouhani considera que Washington está em causa uma “guerra económica”, mas avisa que o Irão está “preparado para resistir a qualquer pressão”.

Preço do petróleo acelera

De notar que também a União Europeia está contra a aplicação deste novo pacote sancionatório. “A União Europeia não aprova [as sanções]”, disse o comissário Pierre Moscovici.

Por outro lado, China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Turquia (grande importadores de petróleo iraniano) estão temporariamente fora das sanções aplicadas a partir desta segunda-feira, de modo a que o preço do “ouro negro” se mantenha estável.

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