Petróleo em máximos de seis meses. Sanções dos EUA ao Irão impulsionam preços

Crude WTI negoceia acima dos 65 dólares e o brent londrino acima dos 73 dólares. Norte-americanos estarão prestes a acabar com as isenções ao embargo petrolífero ao Irão.

O petróleo negoceia a subir, em máximos de seis meses. O aumento dos preços da matéria-prima tanto em Nova Iorque como em Londres prende-se com os novos cortes na produção decididos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e pelo anúncio dos EUA de novas sanções petrolíferas ao Irão.

O brent negociado em Londres avança 2,56% para 73,81 dólares por barril, valor que não tocava desde 31 de outubro. Já o crude WTI de Nova Iorque sobe 2,33% para 65,49 dólares, em máximos do mesmo dia.

O preço do petróleo reage, assim, em forte alta à notícia do Washington Post de que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, irá anunciar, a 2 de maio, que o Departamento do Tesouro irá cortar as isenções às sanções petrolíferas ao Irão. O embargo à exportação de petróleo iraniano deixou de fora oito países — incluindo a China, a Índia e a Turquia –, mas esta suspensão de 180 dias estará prestes a chegar ao fim.

A decisão é parte da estratégia dos EUA de impedir o Irão de conseguir receitas com a venda de petróleo, a principal fonte de receita de Teerão, já depois de nomear a Guarda Revolucionário do Irão como uma organização terrorista.

Além das sanções, a OPEP e os restantes parceiros no acordo de cortes de produção — com o objetivo de equilibrar o mercado petrolífero e diminuir o excedente — reforçaram o pacto no final da semana passada. Já nos EUA, que estão fora deste acordo, as energéticas viram uma redução dos número de plataformas de extração reduzir-se para 825 com duas unidades não operacionais.

A conjugação de fatores está a fazer subir os preços esta segunda-feira, num dia em que o mercado petrolífero é dos principais focos já que a maior parte das bolsas continuam fechadas devido à Páscoa.

Desde final de outubro que preço do brent não estava tão elevado

Fonte: Reuters

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Petróleo em máximos de seis meses. Sanções dos EUA ao Irão impulsionam preços

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião